segunda-feira, agosto 06, 2012

A ORAÇÃO DE UM ATEU


Da mesma forma o Espírito nos ajuda em nossa fraqueza, pois não sabemos como orar, mas o próprio Espírito intercede por nós com gemidos inexprimíveis. Romanos 8:26

Victoria e Orestes se encontraram em uma festa em Havana, Cuba. Membros fiéis do Partido Comunista, ela tinha 16 anos e ele, 18. Dois anos depois eles se casaram. Quase imediatamente, Orestes foi enviado à União Soviética para passar dois anos em treinamento militar. Victoria permaneceu em Cuba, estudando para se tornar dentista.

Na década de 1980, eles foram para a Rússia em família (nessa época já tinham dois filhos), onde Orestes deveria passar por um treinamento de voo avançado. O registro de Victoria para praticar odontologia não foi aceito naquele país. Por isso, ela começou a trabalhar numa fábrica de envase de garrafas. Certo dia, Victoria machucou a mão na máquina em que trabalhava e, ao ser levada ao hospital, sofreu uma grave reação ao medicamento. À beira da morte, deitada sobre o leito hospitalar, o marido lhe fez uma pergunta que jamais havia feito antes.

– Você acredita em Deus, Vicky?

– Sim – ela respondeu.

– Você nunca me contou!

Naquela noite, Orestes voltou para casa e fez a primeira oração de sua vida: “Deus, não creio em Ti, mas Vicky tem tanta fé! Por que não a ajudas, para que ela não morra?”

Sem dúvida, uma oração muito estranha! Mas Deus entende; Ele lê o coração. O Espírito Santo compensa nossas deficiências, intercedendo por nós “com gemidos inexprimíveis” (Rm 8:26).

O Senhor atendeu o pedido de ajuda de um ateu. Vicky se restabeleceu. Depois disso, tudo mudou na vida de Orestes e Victoria. À medida que a abertura política tomava conta da União Soviética, Orestes começou a visitar as bibliotecas e a “devorar” os jornais. Ele encontrou uma nova versão da história, descobriu que muito do que havia aprendido na escola era mentira.

Os anos que se seguiram trouxeram suspense, risco de morte e a angústia da separação em uma aventura que é maravilhosa demais para ser resumida. Amanhã saberemos o restante da história.


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(Esta meditação faz parte do devocional “Jesus, a Preciosa Graça”, editado pela Casa Publicadora Brasileira. Se desejar adquirir para você ou para presentear familiares e amigos, acesse http://www.cpb.com.br/produto-1252-meditacoes+diarias+2012+jesus+a+preciosa+graca+brochura.html ou ligue grátis: 0800-070-0606 )


domingo, agosto 05, 2012

A HISTÓRIA DE CATHERINE


O Rei responderá: “Digo-lhes a verdade: O que vocês fizeram a algum dos Meus menores irmãos, a Mim o fizeram.” Mateus 25:40

Catherine foi esposa de Lewis Lawes, diretor do famoso presídio Sing Sing, do estado de Nova York, de 1920 a 1941. Esse presídio foi conhecido por destruir os diretores: a média de permanência no cargo era, antes de Lewis Lawes, de apenas dois anos. Lawes certa vez brincou: “A maneira mais fácil de sair de Sing Sing é tornando-se o diretor.”

Lawes, porém, permaneceu no cargo por 21 anos. Ele instituiu muitas reformas. Por trás desse homem bem-sucedido, como geralmente é o caso, estava uma mulher. A esposa, Catherine, foi fundamental para as mudanças feitas naquele terrível ambiente. Catherine acreditava que todos os presidiários eram dignos de atenção e respeito. Ela fazia visitas regulares ao presídio para animar os presidiários, ouvi-los e transmitir mensagens. Ela se preocupava com eles; por sua vez, eles desenvolveram um profundo respeito e admiração por ela.

Em uma noite de outubro de 1937, Catherine faleceu num acidente automobilístico. Quando a notícia se espalhou de cela em cela, os presidiários pediram permissão ao diretor para visitarem o túmulo de Catherine, que fora erigido dentro da propriedade da família. Ele atendeu o pedido deles. Alguns dias depois, o portão sul de Sing Sing foi vagarosamente aberto. Centenas de homens – assassinos, ladrões, muitos deles condenados à prisão perpétua – marcharam lentamente dos portões do presídio para a casa da família Lawes, que ficava apenas a alguns quilômetros de distância, e depois retornaram para as suas celas. O número de presidiários era tão grande que o evento todo ocorreu sem vigilância. Mas ninguém tentou fugir.

Na famosa parábola das ovelhas e dos bodes, de onde o texto de hoje foi extraído, Jesus falou sobre visitar os presos. Ele também falou sobre alimentar o faminto, vestir o nu, levar conforto ao doente. Por meio dessa vívida parábola, Ele revelou o tipo de vida que realmente conta para este mundo e para a eternidade. Certo poeta a descreveu assim: “A melhor parte da vida do bom homem são seus pequenos, anônimos, esquecidos atos de bondade e de amor.”

“Se o coração estivesse verdadeiramente transformado pela graça divina, uma transformação exterior seria vista através da sincera bondade, simpatia e cortesia. Jesus nunca Se mostrou frio ou inacessível” (Ellen G. White, Testemunhos Para a Igreja, v. 4, p. 488).

A bondade é a linguagem que até mesmo os que são incapazes de ouvir ou falar conseguem entender. Ela é um fruto da graça.


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sábado, agosto 04, 2012

A IRA DE CRISTO


Irado, olhou para os que estavam à Sua volta e, profundamente entristecido por causa do coração endurecido deles, disse ao homem: “Estenda a mão.” Ele a estendeu, e ela foi restaurada. Marcos 3:5

Ao longo dos anos, tem se propagado o mito de que a religião é para os fracos, uma muleta; que Jesus tira o brilho da vida. Pessoas fortes, de acordo com muitos psicólogos, conseguem viver sozinhas. Homens e mulheres vigorosos e ousados certamente não precisam do modelo insípido de Jesus.

Swinburne, poeta do século 19, resumiu essa atitude em palavras amargas: “Tu venceste, ó pálido Galileu; o mundo tornou-se cinzento com o Teu fôlego.”

Essa caricatura de Jesus contradiz a descrição encontrada nos Evangelhos. Que tipo de pessoa expulsaria as ovelhas e os bois do pátio do Templo, espalharia pelo chão o dinheiro dos cambistas e viraria as mesas? Certamente nenhum capacho de caráter fraco!

Além disso, você já se perguntou por que os líderes religiosos queriam Se livrar dEle, e finalmente conseguiram? Porque Ele ameaçou a posição e a autoridade deles. Jesus era controverso, um grande problema político para eles.

No texto de hoje encontramos Jesus irado. Isso o surpreende? A graça e a ira são contraditórias? Há diferentes tipos de ira. Na maioria das vezes, ficamos irados porque alguém fere nosso ego. Reagimos em defesa de nosso orgulho. Nossa ira é egoísta e autoprotetora.

Jesus irou-Se algumas vezes, mas de forma diferente. Na ocasião em que viu os mercadores e os cambistas transformando a casa de oração em um lugar de negócios e extorsão, ardeu em zelo santificado. Em outra ocasião, Jesus foi à sinagoga no sábado e encontrou um homem com a mão ressequida. Ao perceber que os líderes religiosos O observavam para ver se Ele curaria aquele homem, Sua indignação moral surgiu novamente. Hipócritas!

Prezado amigo, seguidor de Jesus, espero que você também fique irado. Ao ler a respeito de crianças que são vítimas de abuso e exploração, espero que você arda em zelo santificado. Ao saber que aos débeis e fracos foram negadas a justiça e a decência, espero que você fique irado, não por si mesmo, mas por eles. A graça nos deixa irados.


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