sábado, novembro 03, 2012

SALVO POR UMA CACHORRA DE RUA


Pode uma mulher esquecer-se do filho que ainda mama, de sorte que não se compadeça do filho do seu ventre? Mas ainda que esta viesse se esquecer dele, Eu, todavia, não Me esquecerei de ti! Isaías 49:15, ARA

Por meio do profeta Isaías, o Senhor perguntou: “Pode uma mulher esquecer-se do filho que ainda mama?” Trata-se de uma pergunta retórica, sendo a resposta implícita “não”. Uma mãe abandonar o fruto de seu ventre parece algo impossível, incompreensível.

No entanto, o incompreensível está acontecendo cada vez com mais frequência em nossos dias. Em muitos países, incluindo os “avançados” como os Estados Unidos, recém-nascidos estão aparecendo na porta das casas, do lado de fora de hospitais e até mesmo em latas de lixo.

Que terríveis circunstâncias levariam uma mulher a fazer uma coisa dessas? Que desespero, que falta de esperança levaria uma mãe a cometer tal ato antinatural? Unicamente Deus, que conhece e entende, pode sondar as profundezas a que essas pobres mulheres baixaram.

Às vezes, histórias trágicas como essas têm um final feliz; geralmente é o que acontece. De Nairóbi, Quênia, surgiu uma história interessante. Uma cachorra de rua encontrou um bebê recém-nascido abandonado na floresta. Ao que parece, a cadela atravessou uma estrada movimentada com o bebê e passou pela cerca de arame farpado até o local em que estava a sua ninhada. O bebê, coberto com panos rasgados, tinha sido abandonado dentro de um saco plástico. Pesando 3,5 kg, o recém-nascido foi levado para o hospital e recebeu medicamentos. De acordo com a última informação, o bebê estava passando bem e respondendo ao tratamento. Os agentes de saúde entraram em contato com o Serviço de Assistência Social. Ninguém apareceu alegando ser o responsável pela criança, mas assim que a notícia do resgate maravilhoso foi publicada, doações de fraldas e roupas de bebê começaram a chegar.

Depois que o Senhor fez a pergunta: “Pode uma mulher esquecer-se do filho que ainda mama?”, Ele continuou: “Ainda que esta se esquecesse, Eu, todavia, não Me esquecerei de ti!” Mais fiel do que o amor materno, mais forte do que o amor paterno, é Seu amor por nós.

“Que linguagem mais convincente ou mais terna poderia ter sido empregada do que essa que Ele escolheu para exprimir Seu amor para conosco? [...] Olhem para cima, vocês que duvidam e tremem, pois Jesus vive para fazer intercessão por nós” (Ellen G. White, Caminho a Cristo, p. 54).


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(Esta meditação faz parte do devocional “Jesus, a Preciosa Graça”, editado pela Casa Publicadora Brasileira. Se desejar adquirir para você ou para presentear familiares e amigos, acesse http://www.cpb.com.br/produto-1252-meditacoes+diarias+2012+jesus+a+preciosa+graca+brochura.html ou ligue grátis: 0800-070-0606 )


sexta-feira, novembro 02, 2012

À DERIVA


Por esta razão, importa que nos apeguemos, com mais firmeza, às verdades ouvidas, para que delas jamais nos desviemos. Hebreus 2:1

Num dia tempestuoso de abril, dois garotos, de 17 e 15 anos, decidiram sair para velejar na Ilha Sullivan, Carolina do Sul, EUA. O Instituto Nacional de Metereologia dos Estados Unidos advertiu as pequenas embarcações a permanecer em terra, mas Josh e Troy mesmo assim decidiram partir em um barco a vela de quatro metros. Não demorou muito e eles perceberam que estavam com problemas. Tentaram nadar para a costa, puxando a embarcação atrás deles. As pessoas na praia não ouviram os gritos por socorro. A correnteza os puxava com força mar adentro. Sem alimento e sem água doce, deixados à mercê do vento e das ondas, eles sabiam que a situação era crítica. As horas se transformaram em dias. O Sol os queimou sem piedade. Tubarões circundavam a embarcação, esperando o momento certo para atacar.

Os rapazes saciavam a sede com água salgada e pulavam no oceano de quando em quando para refrescar a pele, mas os tubarões faziam com que voltassem rapidamente para o barco. À noite, eles usavam uma única roupa de mergulho para se proteger do frio. Sozinhos por vários dias no vasto Oceano Atlântico, os adolescentes chegaram a pensar que tinham cruzado o oceano e estavam se aproximando da costa africana. Na verdade, eles estavam a 160 quilômetros ao norte do local de onde partiram. Ao sexto dia, a última esperança se desvaneceu. Troy, de 15 anos, pediu que Deus o “levasse”.

Apenas algumas horas mais tarde, pescadores avistaram os garotos e os retiraram da água. Queimados pelo Sol, desidratados e exaustos, eles foram transferidos para a embarcação da Guarda Costeira, onde receberam cuidados médicos e entraram em contato com os pais angustiados. “Estávamos orando por um milagre e o recebemos”, afirmou o comandante da Guarda Costeira. O pai de Troy, ao receber a ligação do filho, começou a gritar: “É o meu garoto, é o meu garoto! Ele foi encontrado!”

Que livramento miraculoso! Retirados das águas da morte no momento em que não mais restava esperança alguma. Uma história da graça.

Uma lição para nós também. Assim como Troy e Josh, às vezes seguimos nossa própria vontade, sem a menor consideração para com os avisos de mau tempo. Logo ficamos à deriva, longe da costa. Os tubarões começam a nos rodear, esperando para atacar.

Podemos estar à deriva e não nos darmos conta disso! O único caminho seguro? Entesourar a Palavra; nos apegarmos a ela.


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quinta-feira, novembro 01, 2012

POR QUE CREIO NA VIDA APÓS A MORTE


Agora, pois, vemos apenas um reflexo obscuro, como em espelho; mas, então, veremos face a face. Agora conheço em parte; então, conhecerei plenamente, da mesma forma como sou plenamente conhecido. 1 Coríntios 13:12

Eis as razões por que eu creio – e creio intensamente – na vida após a morte:

Impressões da imortalidade. Apesar de estar cercado pelo temporário, sonho com a eternidade. Envolvido pela mudança e decadência, contemplo a vida imortal. Nada em minha experiência é perfeito, muito menos eu; mas posso imaginar a perfeição e anseio por ela.

Essas impressões (pois isso é tudo o que são) reprovam na análise e averiguação fria e científica. Mas negá-las não seria deixar de lado apenas parte de minha vida, mas talvez a parte mais nobre e refinada, a parte que aponta para além de mim mesmo para uma existência muito mais elevada.

Justiça e desigualdade. Ao meu redor, vejo o fraco abatido e tratado com injustiça. Em todo lugar os ricos se dão muito melhor nos tribunais; a corrupção está em toda a parte.

A vida não é justa. A vida não é imparcial. Mas meu coração diz que deveria ser justa, deveria ser imparcial. Que o fraco deveria ser tratado com justiça nos tribunais e o pobre deveria ter sua porção de pão.

A Bíblia me fala sobre Deus – o Deus que arde em zelo em favor do fraco e do pobre, que fará justiça a Seu tempo quando Ele intervier como juiz.

Propósito. Sem a vida após a morte, nossa existência seria uma jornada sem objetivo, um amor que perece sem ser consumado. Vemos em parte, compreendemos em parte. Mas chegará o dia, diz Paulo, em que veremos e conheceremos face a face (1Co 13:9-12).

Jesus. Os três argumentos acima foram desenvolvidos por mim, mas este está enraizado na história; é a evidência suprema. Jesus de Nazaré ressuscitou dentre os mortos! Ele foi crucificado numa cruz romana, Seu corpo foi colocado no sepulcro recém-esculpido de José de Arimateia, uma grande pedra foi colocada à entrada e alguns soldados montaram guarda para evitar qualquer trapaça. Mas o corpo desapareceu. Na manhã de domingo a pedra foi removida, os soldados fugiram e o sepulcro ficou vazio.

Creio na vida após a morte porque Jesus, que ressuscitou dentre os mortos, prometeu isso para mim. “Eu sou a ressurreição e a vida”, declarou Jesus. “Aquele que crê em Mim, ainda que morra, viverá” (Jo 11:25).


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