quinta-feira, junho 06, 2013

TARDIOS PARA COMPREENDER

A vida estava nEle e a vida era a luz dos homens. A luz resplandece nas trevas, e as trevas não prevaleceram contra ela. João 1:4, 5

Cristo foi o fundamento de todo o sistema de adoração judaico, no qual a viva realidade esteve representada – a manifestação de Deus em Cristo. Por meio do sistema sacrifical, as pessoas podem contemplar a personalidade de Cristo e ansiar pelo divino Salvador. No entanto, ao Se revelar entre eles, representando o Deus invisível – pois “nEle, habita, corporalmente, toda a plenitude da Divindade” (Cl 2:9) –, não foram capazes de discernir Seu caráter divino devido à falta de espiritualidade. Os próprios profetas haviam predito que Ele seria o Libertador. [...] Apesar de Seu caráter e missão terem sido claramente delineados; apesar de vir para os Seus, os Seus não O receberam. Algumas vezes, a divindade irradiava através da humanidade; a glória escapava através do corpo carnal, gerando uma expressão de homenagem por parte de Seus discípulos. Não foi senão depois da ascensão de Cristo para Seu Pai e do derramamento do Espírito Santo sobre os crentes que os discípulos reconheceram plenamente o caráter e a missão do Salvador. Depois de receberem o batismo do Espírito, começaram a perceber que haviam estado na presença do próprio Senhor da glória. À medida que as declarações de Cristo lhes eram trazidas à memória, o espírito deles se abria para compreender as profecias e entender os milagres que Ele operara. [...]
Os discípulos eram então, aos próprios olhos, de muito menos importância do que antes de haverem reconhecido isso. Nunca se cansavam de repetir as palavras e as obras dEle. Muitas vezes eram tomados pelo remorso de sua estupidez, descrença e mal entendimento ao relembrarem as lições do Mestre, as quais não haviam compreendido senão imperfeitamente ao serem proferidas por Ele na presença deles, e agora vinham-lhes como nova revelação. As Escrituras se tornaram um novo livro para eles. [...]

Os discípulos se recordaram do que Cristo havia dito: “Santifica-os na verdade; a Tua palavra é a verdade” (Jo 17:17). A Palavra deveria ser seu guia e dirigente. Ao estudarem os discípulos os escritos de Moisés e dos profetas que testificam de Cristo, foram postos em comunhão com a Divindade, e aprenderam novamente de seu grande Mestre que ascendera ao Céu para completar a obra que havia iniciado na Terra (Review and Herald, 23 de abril de 1895).

Para ouvir ou baixar esta meditação, acesse: http://www.redemaranatha.com.br/?cat=11

(Esta meditação faz parte do devocional 2013 “Perto do Céu”, da Casa Publicadora Brasileira. Se desejar adquirir para você ou para presentear familiares e amigos, acesse http://www.cpb.com.br/ ou ligue grátis: 0800-070-0606)


quarta-feira, junho 05, 2013

TRANSFORMADOS PELA CONTEMPLAÇÃO

Pai, a Minha vontade é que onde Eu estou, estejam também comigo os que Me deste, para que vejam a Minha glória que Me conferiste. João 17:24

Cristo era infinito em sabedoria e, no entanto, julgou melhor aceitar Judas, embora soubesse quais eram suas imperfeições de caráter. João não era perfeito; Pedro negou seu Senhor e, no entanto, foi com homens como esses que a igreja cristã primitiva foi organizada. Jesus os aceitou para que aprendessem dEle o que constitui um caráter cristão perfeito. A ocupação de todo cristão é estudar o caráter de Cristo. As lições ensinadas por Cristo aos discípulos nem sempre se harmonizavam com o modo de pensar deles. [...] O Redentor do mundo sempre buscou conduzir a mente daquilo que é terreno para o que é celestial. Cristo ensinava constantemente aos discípulos, e Suas sagradas lições exerciam influência transformadora sobre o caráter deles. Somente Judas não correspondeu ao esclarecimento divino. Para todos, parecia ser ele justo, no entanto, cultivou a tendência de acusar e condenar os outros. [...]

Judas era egoísta, cobiçoso e ladrão, mesmo assim foi contado entre os discípulos. Possuía um caráter defeituoso, e havia fracassado em praticar as palavras de Cristo. Endureceu o coração ao resistir à influência da verdade; e, enquanto se dava a criticar e condenar outros, negligenciava a si mesmo e alimentava e fortalecia seus naturais maus traços de caráter, até se tornar tão endurecido que foi capaz de vender seu Senhor por trinta moedas de prata.

Animemos nosso coração a olhar para Jesus! Falemos a todos do grande perigo de negligenciar a saúde eterna ao reparar no espírito enfermo de outros, falando a respeito dos defeitos de caráter encontrados naqueles que professam o nome de Cristo. Não nos tornamos mais semelhantes a Cristo ao contemplar o mal, mas sim, semelhantes ao mal que contemplamos.

Lembremo-nos de que nosso grande Sumo Sacerdote está rogando diante do misericordioso trono em favor de Seu povo resgatado. Vive sempre para interceder por nós. [...] O sangue de Jesus está pleiteando de forma poderosa e eficaz pelos que se acham apostatados, em rebelião, os que pecam contra grande luz e amor. [...] Ele não Se esquecerá de Sua igreja no mundo da tentação (Review and Herald, 15 de agosto de 1893).

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terça-feira, junho 04, 2013

PENSAMENTOS AGRADÁVEIS

Cantarei ao Senhor enquanto eu viver [...]. Seja-lhe agradável a minha meditação; eu me alegrarei no Senhor. Salmo 104:33, 34

Se a mente é moldada pelos objetos com os quais está mais relacionada, então pensar e falar em Jesus vai capacitá-los para que sejam semelhantes a Ele em espírito e em caráter. Vocês refletirão Sua imagem naquilo que é grandioso, puro e espiritual. Terão a mente de Cristo e Ele os enviará ao mundo como Seus representantes espirituais. [...]

O sol que brilha nos céus espalha seus brilhantes raios a todos os caminhos e atalhos da vida. Ele tem luz suficiente para milhares de mundos como o nosso. Assim também ocorre com o Sol da Justiça; Seus resplandecentes raios de salvação e alegria são amplamente suficientes para salvar nosso pequeno mundo, e eficazes para dar segurança a qualquer mundo que tenha sido criado. [...]

É o crescer no conhecimento do caráter de Cristo que santifica o coração. Discernir e reconhecer a maravilhosa obra da expiação transforma aquele que contempla o plano de salvação. Pelo contemplar Cristo, ele é transformado na mesma imagem, de glória em glória, pelo Espírito do Senhor.

A contemplação de Jesus se torna um processo enobrecedor e purificador para o verdadeiro cristão. [...]

Que tipo de fé é a que vence o mundo? É a fé que faz de Cristo seu Salvador pessoal – a fé que, reconhecendo seu desamparo, sua total incapacidade para salvar a si próprio, como sua única esperança se apossa do Ajudador que é poderoso para salvar. É a fé que não fica desanimada, que ouve a voz de Cristo dizendo: “‘Tende bom ânimo; Eu venci o mundo’ (Jo 16:33), e Minha força divina lhe pertence.” É a fé que ouve Jesus dizer: “Eis que estou convosco todos os dias” (Mt 28:20). [...]

Cada indivíduo deve compreender que Cristo é seu Salvador pessoal; então o amor, o zelo e a firmeza serão manifestados na vida cristã. [...]

Cristo jamais deve ser esquecido. [...] É Ele quem dissipa todas as nossas dúvidas; é o penhor de todas as nossas esperanças. Quão precioso é o pensamento de que verdadeiramente podemos nos tornar participantes da natureza divina, e assim vencer como Cristo venceu! [...] Ele é a melodia de nossos cânticos, a sombra de uma grande rocha em terra desgastada. Ele é a água viva para o coração sedento. É nosso refúgio em meio à tempestade. É nossa justiça, nossa santificação, nossa redenção (Review and Herald, 26 de agosto de 1890).

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