terça-feira, agosto 06, 2013

OS NEGÓCIOS DO PAI

Por que é que Me procuráveis? Não sabeis que Me convém tratar dos negócios de Meu Pai? Lucas 2:49

Os pais de Jesus anualmente visitavam Jerusalém, de acordo com a lei judaica. Seu filho, Jesus, na ocasião com doze anos de idade, acompanhou-os. No retorno para casa, depois de já ter se passado um dia de viagem, angustiaram-se ao sentirem a falta de Jesus. [...] Apressaram-se de volta a Jerusalém, com o coração pesado de aflição. [...]

Enquanto os pais de Cristo estavam a Sua procura, viram grandes multidões afluindo para o templo e, ao entrarem ali, a voz familiar de seu Filho atraiu-lhes a atenção. Não conseguiram avistá-Lo por causa da multidão, mas sabiam que não estavam equivocados, pois não havia outra voz como aquela, marcada com uma melodia solene. Os pais observaram a cena atônitos. Seu Filho, em meio aos nobres e cultos doutores e escribas, dava evidência de Seu conhecimento superior por Suas ponderadas perguntas e respostas. Seus pais se sentiram satisfeitos em vê-Lo ser assim honrado. Mas a mãe não pôde se esquecer da aflição e da angústia que sofreu por causa de Sua tardança em Jerusalém e, de maneira reprovadora, inquiriu a razão de Ele ter agido assim, relatando seus temores e sofrimento por Sua causa.

Jesus disse: “Por que é que Me procuráveis?” Essa pergunta direta deveria levá-los a ver que se estivessem atentos ao seu dever, não teriam deixado Jerusalém sem o Filho. Então acrescentou: “Não sabeis que Me convém tratar dos negócios de Meu Pai?” Ao passo que descuidaram da responsabilidade a eles confiada, Jesus estava ocupado com os negócios de Seu Pai. Maria sabia que Cristo não Se referira ao Seu pai terreno, José, mas a Jeová. [...]

Ele preferiu voltar de Jerusalém sozinho com Seus pais, pois, estando retirados, Seu pai e Sua mãe teriam mais tempo para refletir e meditar sobre as profecias que se referiam a Seus futuros sofrimentos e morte. [...] Depois da celebração da Páscoa, eles O procuraram aflitos por três dias. Quando fosse sacrificado pelos pecados do mundo, ficaria deles separado, ficaria perdido, por três dias. Mas depois disso, a eles Se revelaria e seria encontrado, e sua fé nEle seria colocada como o Redentor da raça caída, o advogado perante o Pai em seu favor (Review and Herald, 31 de dezembro de 1872).

Para ouvir ou baixar esta meditação, acesse: http://www.redemaranatha.com.br/?cat=11

(Esta meditação faz parte do devocional 2013 “Perto do Céu”, da Casa Publicadora Brasileira. Se desejar adquirir para você ou para presentear familiares e amigos, acesse http://www.cpb.com.br/ ou ligue grátis: 0800-070-0606)


segunda-feira, agosto 05, 2013

A INFÂNCIA DE JESUS

O Verbo estava no mundo, o mundo foi feito por intermédio dEle, mas o mundo não O conheceu. João 1:10

Os livros apócrifos do Novo Testamento procuram suprir o silêncio das Escrituras em referência aos primeiros anos da vida de Cristo, apresentando uma descrição imaginária de Sua infância. Tais escritores relatam incidentes e milagres maravilhosos que teriam caracterizado Sua infância e O distinguido das outras crianças. Relatam contos fictícios e milagres frívolos, que afirmam ter Ele operado, atribuindo a Cristo a demonstração insensata e desnecessária de Seu poder divino, e falsificando Seu caráter, atribuindo-Lhe atos de vingança e perversidades cruéis e absurdas.

Em que marcante contraste com tais histórias sem sentido e contos fictícios foi a história de Cristo registrada pelos evangelistas, bela em sua simplicidade natural. Os relatos apócrifos não têm harmonia alguma com o caráter dEle. Assemelham-se mais aos romances cujo fundamento não está na verdade, pois os personagens descritos são imaginários.

A vida de Cristo foi diferente da vida comum das crianças. Sua força de caráter moral e Sua firmeza sempre O levaram a ser leal à noção que Ele tinha do dever, bem como a aderir aos princípios da justiça, dos quais não havia motivos, por mais poderosos que fossem, que O afastassem deles.

O dinheiro ou o prazer, o aplauso ou a censura, nada disso poderia comprá-­Lo ou induzi-Lo a consentir em uma ação má. Ele era forte no sentido de resistir à tentação, sábio para discernir o mal e firme para permanecer fiel às Suas convicções. [...]

Grande era Sua sabedoria, mas era como a de uma criança, e crescia com o decorrer dos anos. Desde a infância, possuía uma gentileza particular e notável amabilidade. O caráter era cheio de beleza e imaculada perfeição. [...]

O caminho da obediência é exaltado pela Majestade do Céu ao vir para a Terra e condescender em Se tornar uma criancinha, e viver de maneira simples e natural, como as crianças devem viver, submetendo-Se à restrição e à privação, dando à juventude um exemplo de fiel diligência, mostrando-lhes com a própria vida que o corpo e a mente estão em harmonia com as leis naturais. [...]

Embora as crianças vivam em um mundo caído, elas não precisam corromper-se pelo mau hábito. Podem ser felizes e, por meio dos méritos de Cristo, finalmente, alcançar o Céu (Youth’s Instructor, abril de 1872).

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(Esta meditação faz parte do devocional 2013 “Perto do Céu”, da Casa Publicadora Brasileira. Se desejar adquirir para você ou para presentear familiares e amigos, acesse http://www.cpb.com.br/ ou ligue grátis: 0800-070-0606)


domingo, agosto 04, 2013

ONDE SUA VOZ FOI OUVIDA

Não clamará, nem gritará, nem fará ouvir a sua voz na praça. [...] Em verdade, promulgará o direito. Isaías 42:2, 3

Desde a infância, a vida de Jesus esteve estritamente de acordo com as leis judaicas. Ele manifestou grande sabedoria em Sua juventude. A graça e o poder de Deus estavam sobre Ele. A Palavra do Senhor, proferida pela boca do profeta Isaías, descreve o papel e a obra de Cristo e revela o profundo cuidado de Deus para com Seu Filho, em Sua missão terrestre, de modo que o ódio implacável dos homens, inspirado por Satanás, não tivesse permissão de frustrar o desígnio do grande plano da salvação. [...]

A voz de Cristo não foi ouvida nas ruas, em ruidosa discussão com os que se opunham à Sua doutrina. Tampouco foi Sua voz ouvida nas ruas, em oração ao Pai. [...] Sua voz não foi ouvida em alegres divertimentos. Sua voz não foi elevada para exaltar a Si mesmo e obter o aplauso e a lisonja dos homens. Ao ensinar, levava os discípulos para longe do barulho e da confusão da movimentada cidade. Ia para algum lugar retirado, mais em harmonia com as lições de humildade, piedade e virtude, com as quais Ele desejava lhes impressionar a mente. Absteve-Se do louvor humano. Preferiu a solidão e a paz ao barulho e confusão da vida mortal. Sua voz era frequentemente ouvida em fervorosas e incessantes intercessões ao Pai. No entanto, para essa prática, Ele escolhia a solitária montanha e, muitas vezes, passava noites inteiras em oração a fim de obter força para sustê-Lo em meio às tentações que enfrentaria, e para levar avante a importante obra que Ele veio realizar para a salvação da humanidade. Suas petições eram fervorosas, mescladas com fortes clamores e lágrimas. Apesar das atividades durante a noite, Ele não cessava Seus labores durante o dia. [...]

Os chefes dos sacerdotes, os escribas e anciãos amavam orar nos lugares mais visíveis: não apenas nas apinhadas sinagogas, mas nas esquinas das ruas, para que as pessoas os vissem e os exaltassem por sua devoção e piedade. Realizavam de maneira mais pública os atos de caridade com o propósito de atrair a atenção do povo para si mesmos. Sua voz era de fato ouvida nas ruas, não apenas para se exaltar, mas em discussões com os que discordavam deles na doutrina. [...] O Senhor, através de Seu profeta fiel, revelava a vida de Cristo em marcante contraste com os hipócritas chefes dos sacerdotes, escritas e fariseus (Review and Herald, 31 de dezembro de 1872).

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