sexta-feira, janeiro 11, 2013

RELIGIÃO PRÁTICA


A religião pura e sem mácula, para com o nosso Deus e Pai, é esta: visitar os órfãos e as viúvas nas suas tribulações e a si mesmo guardar-se incontaminado do mundo. Tiago 1:27

A religião da Bíblia não é uma roupa que podemos pôr e tirar a nosso gosto. Ela é uma influência envolvente, que nos leva a ser pacientes, abnegados seguidores de Cristo, fazendo como Ele fez, andando como Ele andou. [...] Essa religião nos ensina a mostrar paciência e tolerância quando somos postos em lugares em que recebemos tratamento rude e injusto. [...]

Mas se a Palavra de Deus é um princípio permanente em nossa vida, tudo que tivermos de fazer, cada palavra, cada ato mesmo que trivial, revelará que somos sujeitos a Jesus Cristo, que até nossos pensamentos foram levados cativos a Ele. Se a Palavra de Deus é recebida no coração, esvaziará a disposição de autossuficiência e presunção. Nossa vida será um poder para o bem, porque o Espírito Santo nos encherá a mente com as coisas de Deus. A religião de Cristo será praticada por nós, pois nossa vontade está em perfeita conformidade com a vontade de Deus. [...]

“Examinais as Escrituras” (Jo 5:39). Nenhum outro livro suscitará pensamentos tão puros, elevados, enobrecedores; em nenhum outro livro se pode obter uma experiência religiosa profunda. Ao dedicar tempo para o exame de consciência, para a oração humilde e para o estudo diligente da Palavra de Deus, o Espírito Santo Se aproxima para aplicar a verdade ao coração. [...]

A Bíblia, e somente a Bíblia, deve ser a regra de nossa fé. Ela é uma folha da árvore da vida, e ao comê-la, ao recebê-la em nossa mente, tornamo-nos fortes para fazer a vontade de Deus. [...]

Se não recebermos a religião de Cristo, nutrindo-nos da Palavra de Deus, não teremos direito à entrada na cidade de Deus. Havendo vivido de alimento terreno, tendo educado nossos gostos a amarem as coisas mundanas, [...] não conseguiríamos apreciar a corrente pura, celestial que ali circula. [...]

Jesus diz: “Sem Mim nada podeis fazer” (Jo 15:5). Vivendo em Cristo, seguindo a Ele, por Ele sustentados e dEle tirando a nutrição, dareis frutos segundo a semelhança dEle. Vivemos e nos movemos nEle; somos um com Ele, e um com o Pai. O nome de Cristo é glorificado no crente filho de Deus. Isso é religião bíblica.


Para ouvir ou baixar esta meditação, acesse: http://www.redemaranatha.com.br/?cat=11

(Esta meditação faz parte do devocional 2013 “Perto do Céu”, da Casa Publicadora Brasileira. Se desejar adquirir para você ou para presentear familiares e amigos, acesse http://www.cpb.com.br/ ou ligue grátis: 0800-070-0606)



quinta-feira, janeiro 10, 2013

DOIS TIPOS DE ORAÇÃO


E, orando, não useis de vãs repetições, como os gentios; porque presumem que pelo seu muito falar serão ouvidos. Mateus 6:7

Há duas espécies de oração: a oração formal e a de fé. A repetição de frases feitas e rotineiras, quando o coração necessita de Deus, é oração formal. [...] Devemos ser extremamente cuidadosos em todas as nossas orações para proferirmos os desejos do coração e dizer somente o que pretendemos. Todas as palavras de retórica de que dispomos não equivalem a um único desejo santo. As orações mais eloquentes não passarão de repetições vãs, se não expressarem os verdadeiros sentimentos do coração. Mas a oração que parte de um coração sincero, quando são expressos os desejos simples do coração, tal como pediríamos um favor a um amigo terrestre, esperando ser atendidos – essa é a oração da fé. O publicano que foi ao templo para orar é um bom exemplo do crente sincero e devoto. Sentiu-se pecador e sua grande necessidade o levou a proferir o desejo veemente: “Ó Deus, tem misericórdia de mim, pecador.” [...]

Para comungar com Deus, devemos ter alguma coisa para Lhe dizer a respeito da nossa vida. A lista longa e negra de nossos delitos está diante dos olhos do Ser infinito. O registro é completo; nenhuma de nossas ofensas é esquecida. Aquele, porém, que ouviu os clamores de Seus servos na antiguidade ouvirá a oração da fé, e perdoará nossas transgressões. Ele o prometeu e cumprirá Sua palavra. [...]

Depois de havermos feito nossas preces, devemos tanto quanto possível atendê-las nós mesmos e não esperar que Deus faça por nós aquilo que podemos nós mesmos fazer. [...] O auxílio divino tem que ser combinado com esforço, aspiração e energia humanos. [...] Não podemos ser sustentados pelas orações de outras pessoas quando nós mesmos negligenciamos a oração, pois Deus não fez tal provisão para nós. Nem mesmo o poder divino pode levar para o Céu alguém que não esteja disposto a empregar esforços em seu próprio favor. [...]

Assim, passo a passo, subimos a escada brilhante que conduz à cidade de Deus. Oh, quantas vezes nos encontraremos desanimados e choraremos aos pés de Jesus por causa de nossas faltas e defeitos! [...] Entretanto, não esmoreçamos os esforços. Cada um de nós pode ganhar o Céu se nos esforçamos verdadeiramente, fazendo a vontade de Jesus e crescendo à Sua imagem. O fracasso momentâneo deve nos levar a apoiar-nos mais fortemente em Cristo. Devemos seguir em frente com coragem, disposição firme e determinação inabalável (Signs of the Times, 14 de agosto de 1884).


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quarta-feira, janeiro 09, 2013

NOTÁVEIS EXEMPLOS DE ORAÇÃO


Se permanecerdes em Mim, e as Minhas palavras permanecerem em vós, pedireis o que quiserdes, e vos será feito. João 15:7

A oração é o meio de obter bênçãos que de outra forma não seriam obtidas. Os patriarcas foram homens de oração e Deus fez grandes coisas por intermédio deles. Ao sair Jacó da casa de seus pais para uma terra estranha, orou em humilde contrição e, durante a noite, o Senhor lhe respondeu por meio de uma visão. Ele viu uma escada, brilhante e resplendente, cuja base se apoiava na terra e o topo atingia o mais alto Céu. [...] Mais tarde, ao retornar para a casa de seu pai, Jacó lutou com o Filho de Deus a noite inteira, até o alvorecer, e prevaleceu. Foi-lhe declarado: “Já não te chamarás Jacó, e sim Israel, pois como príncipe lutaste com Deus e com os homens e prevaleceste” (Gn 32:28).

José orou, e foi preservado do pecado em meio de influências projetadas para afastá-lo de Deus. Quando tentado a abandonar o caminho da pureza e da retidão, afastou ele a tentação com as palavras: “Como, pois, faria eu este tamanho mal e pecaria contra Deus?” (Gn 39:9).

Moisés, que muito orava, era conhecido como sendo o homem mais paciente sobre a face da Terra. Por causa de sua mansidão e humildade, foi honrado por Deus e desempenhou fielmente as elevadas, nobres e sagradas responsabilidades a ele confiadas. Enquanto guiava os filhos de Israel através do deserto, repetidamente pareceu que devessem ser exterminados em consequência de sua murmuração e rebelião. Mas Moisés foi à Fonte verdadeira de fortaleza, e apresentou o caso ao Senhor. [...]

Daniel foi homem de oração, e Deus lhe concedeu sabedoria e firmeza para resistir a toda influência que conspirava para atraí-lo à armadilha da intemperança. Mesmo na juventude, foi um gigante moral na fortaleza do Onipotente. [...]

Na prisão em Filipos, enquanto sofria dos cruéis açoites que havia recebido, com os pés presos ao cepo, Paulo e Silas oravam e cantavam louvores a Deus; e anjos foram enviados do Céu para libertá-los. A terra tremeu ao passo desses mensageiros celestiais e abriram-se as portas da prisão, pondo em liberdade os presos. [...] Devemos nos desprender constantemente da Terra e apegar-nos ao Céu (Signs of the Times, 14 de agosto de 1884).


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