quarta-feira, setembro 11, 2013

O CHAMADO DE GIDEÃO

Israel ficou muito debilitado com a presença dos midianitas; então, os filhos de Israel clamavam ao Senhor. Juízes 6:6

Ah! Como é triste saber que, na história do povo escolhido de Deus, o lamentável relato de apostasia e punição seja tão frequentemente repetido! [...]

Por causa de seus pecados, a mão protetora de Deus foi retirada de Israel. Foram deixados à mercê de seus inimigos. Os habitantes selvagens e cruéis do deserto [os midianitas e amalequitas], numerosos “como gafanhotos” (v. 5), vinham como enxame sobre a terra, com seus rebanhos e gado, e armavam suas tendas na planície e no vale. Vinham logo que as searas começavam a amadurecer e ficavam até que os últimos frutos da terra fossem colhidos. Despojavam os campos de seus produtos, roubavam e maltratavam os habitantes e então voltavam aos desertos. [...]

Por sete anos continuou essa opressão. Então, em sua aflição, o povo se lembrou dAquele que os havia livrado tantas vezes e clamou ao Senhor por auxílio. [...]

Suas orações foram ouvidas. Novamente o Senhor enviou um homem, por Ele escolhido, para ser o libertador de Israel. Assim, o escolhido foi Gideão, da tribo de Manassés. [...] Foi senão com grande dificuldade que os hebreus puderam esconder alimento suficiente para livrá-los de morrer em razão da fome. Gideão tinha conservado em seu poder uma pequena quantidade de trigo. Temendo batê-lo na eira comum, levou-o para a vinha, próximo ao lagar. Estando ainda distante o tempo do amadurecimento das uvas, a atenção dos midianitas não seria dirigida para aquele local. [...] Gideão chegava quase a se desesperar com o desejo de transmitir fé e coragem ao povo, mas sabia que o Senhor operaria poderosamente em favor de Israel, assim como fizera no passado. [...]

Enquanto a mente de Gideão estava absorta em tais pensamentos, subitamente o Anjo do Senhor apareceu e Se a ele dirigiu com estas palavras: “O Senhor é contigo, varão valoroso” (v. 12).

A natureza melancólica dos pensamentos de Gideão é revelada em sua resposta: “Ai, Senhor meu, se o Senhor é conosco, por que tudo isto nos sobreveio?” (v. 13). [...] Com o senso da própria incapacidade para tão importante tarefa, Gideão exclamou: “Ai, Senhor meu, com que livrarei a Israel? Eis que a minha família é a mais pobre em Manassés, e eu, o menor na casa de meu pai” (v. 15). Então o anjo lhe deu a graciosa certeza: “Porquanto eu hei de ser contigo, tu ferirás os midianitas como se fossem um só homem” (v. 16) (Signs of the Times, 23 de junho de 1881).

Para ouvir ou baixar esta meditação, acesse: http://www.redemaranatha.com.br/?cat=11

(Esta meditação faz parte do devocional 2013 “Perto do Céu”, da Casa Publicadora Brasileira. Se desejar adquirir para você ou para presentear familiares e amigos, acesse http://www.cpb.com.br/ ou ligue grátis: 0800-070-0606)


terça-feira, setembro 10, 2013

INTÉRPRETE DE SONHOS

Tive um sonho, e não há quem o interprete. Ouvi dizer, porém, a teu respeito que, quando ouves um sonho, podes interpretá-lo. Gênesis 41:15

Quando José interpretou os sonhos do padeiro e do copeiro, rogou ao copeiro que se lembrasse dele quando retornasse ao seu ofício, mas José foi esquecido e permaneceu por mais dois anos na prisão.

Entretanto, uma pessoa mais importante que o copeiro teve um sonho e, ao não encontrar ninguém capaz de interpretá-lo, o copeiro se lembrou de José. “Então, Faraó mandou chamar a José, e o fizeram sair à pressa da masmorra; ele se barbeou, mudou de roupa e foi apresentar-se a Faraó. Este lhe disse: Tive um sonho, e não há quem o interprete. Ouvi dizer, porém, a teu respeito que, quando ouves um sonho, podes interpretá-lo” (v. 14, 15). José não tomou a glória para si. Dirigiu Faraó a Deus, dizendo: “Isso não está em mim; Deus dará resposta de paz a Faraó” (v. 16).

Pela sabedoria que lhe foi concedida por Deus, José pôde entender o verdadeiro significado do sonho. Contemplou as maravilhosas obras de Deus e expôs claramente toda a interpretação diante de Faraó. Revelou-lhe que um longo período de fome estava para vir sobre a terra e apresentou os planos a serem seguidos para livrar a nação egípcia da destruição. [...] Suas palavras foram recebidas como ouro, e foi-lhe dada então a resposta: “Pois que Deus te fez saber tudo isto, ninguém há tão entendido e sábio como tu. Tu estarás sobre a minha casa, e por tua boca se governará todo o meu povo; somente no trono eu serei maior que tu” (v. 39, 40). [...]

José foi uma representação de Cristo. Permaneceu por muitos anos como um honrado governador do Egito. Em sua vida e em seu caráter, manifestou-se tudo o que é amável, puro e nobre. Ao suportar seus sofrimentos e aflições em circunstâncias probantes e ao resistir à tentação, José foi um com Cristo no caráter. [...]




O exemplo de José, reluzindo com brilho celestial, não brilhou em vão entre as pessoas por quem Cristo Se ofereceu como oferta – um povo a quem Deus colocou sob Sua guarda e sobre quem concedeu não somente bênçãos temporais, mas também bênçãos espirituais para atraí-los a Si (Youth’s Instructor, 11 de março de 1897).

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segunda-feira, setembro 09, 2013

VITÓRIA SOBRE A TENTAÇÃO

Ele não é maior do que eu nesta casa e nenhuma coisa me vedou, senão a ti, porque és sua mulher; como, pois, cometeria eu tamanha maldade e pecaria contra Deus? Gênesis 39:9

Ao vir a prova, ocasião em que uma mulher usou de seus artifícios para atraí-lo ao pecado, José preservou sua integridade. Palavras sofisticadas e súplicas ardilosas não fizeram com que se desviasse por um fio de cabelo que fosse do que é reto. [...] A lei de Deus era sua fortaleza. Ele disse então àquela que ousadamente tentava seduzi-lo: “Como, pois, cometeria eu tamanha maldade e pecaria contra Deus?”

A mulher fracassou, de maneira flagrante, em induzir José ao pecado. [...] A esposa de Potifar se vingou fazendo acusações contra ele. Pelo fato de José não ter pecado contra Aquele que havia confiado nele, foi privado da honra que, por meio da graça de Deus, havia merecidamente adquirido e que o tinha levado a bem se relacionar com os grandes homens do Egito.

Essa repentina humilhação, que o tirou da condição de servo confiável e honrado para a de um criminoso condenado, tê-lo-ia oprimido sobremaneira, não fosse a mão do Senhor a sustê-lo. Mas Sua confiança em Deus era inabalável. O amor de Deus manteve seu coração em perfeita paz. O Céu estava muito próximo daquele fértil vale do Egito, pois havia ali um jovem que se mantinha nos caminhos do Senhor. A presença de Jesus estava com ele na prisão. [...]

José foi provado pela afeição e predileção do pai; pela inimizade, inveja e ódio de seus irmãos; pela estima e confiança de seu senhor, e por ter alcançado a mais alta e honrosa posição. Foi provado pelas seduções e encantos de uma mulher, pelos elogios vindos de seus lábios e por seu amor ilícito.

A inabalável integridade de José, porém, não lhe permitia dar ouvidos à voz do tentador. Deleitava-se na lei do Senhor e não se afastaria de seus preceitos. [...]

Mesmo enquanto estava na prisão, José pôde andar em liberdade e teve a oportunidade de iluminar a vida de seus companheiros de cárcere. Essa prisão foi para ele uma escola. [...] Em todas as fases de sua administração, pôde ver a superioridade da lei de Deus, e pela experiência e observação estava aprendendo a ser justo e compassivo, representando assim o caráter de Deus.

O poder seria colocado nas mãos de José e, através dele, Deus seria revelado como o Governador dos Céus e da Terra. Ele deveria, porém, ser ensinado na adversidade – a escola na qual Deus deseja que Seus filhos aprendam (Youth’s Instructor, 11 de março de 1897).

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