quinta-feira, maio 31, 2012

A MELANCOLIA DE ELIAS


E entrou no deserto, caminhando um dia. Chegou a um pé de giesta, sentou-se debaixo dele e orou, pedindo a morte: “Já tive o bastante, Senhor. Tira a minha vida; não sou melhor do que os meus antepassados.” 1 Reis 19:4

Elias estava apavorado. Apenas alguns dias antes, estava nas nuvens, sentindo-se no topo do mundo. Defendeu sozinho o nome de Yahweh no Monte Carmelo, desafiando os profetas de Baal a provar que o deus deles era capaz de fazer cair fogo do céu. Perante a multidão reunida – realeza, líderes religiosos e o povo comum – Elias demonstrou o poder impressionante do Deus vivo. Aquele foi um dia espetacular para Yahweh e para Elias.

O dia foi encerrado com fogos de artifício adicionais. Depois de Elias ter orado fervorosamente para que a chuva colocasse um fim na terrível seca, o céu escureceu com nuvens carregadas. O vento soprou e trouxe consigo uma chuva pesada. Repleto de energia e muita adrenalina, Elias se vestiu e correu à frente da carruagem do rei Acabe ao longo de todo o caminho até Jezreel.

Tão para cima, e agora tão para baixo. Novamente sozinho, mas dessa vez no deserto de Berseba, ao extremo sul. Correu o máximo que pôde temendo pela própria vida. Jezabel, esposa de Acabe, tomada de raiva pela morte de seus profetas no Monte Carmelo, enviou uma mensagem para Elias, dizendo que seus dias estavam contados. E Elias? Ele, que havia defendido sozinho o nome de Deus no Monte Carmelo, ficou apavorado e correu para se salvar.

Então desejou morrer. Ele orou para que Deus tirasse sua vida. Sentia-se um verdadeiro fracassado.

Você já se sentiu como Elias? Claro! Essa história é a nossa história. Ficamos cansados de fazer coisas boas e perdemos o foco. Concentramo-nos em nós mesmos, passamos a pensar que somos os únicos a fazer o trabalho de Deus, que sem nós nada mais será feito – e com isso ficamos desanimados.

Os baixos sucedem os altos no ritmo da natureza. Quando ficamos envaidecidos com o “sucesso” e sentimos que somos invencíveis, tão certo quanto a noite segue o dia, somos levados ao desânimo.

A melhor parte da história de Elias foi a maneira pela qual o Senhor lhe demonstrou graça num momento de medo e profunda tristeza. Deus lhe proveu alimento e o ajudou a dormir. Em seguida, ampliou-lhe a visão – ele não estava sozinho, ele não era indispensável. Deus estava no controle de tudo. E ainda está.

Deus não atendeu ao pedido que Elias fez tomado por medo e angústia. Elias não morreu – nem naquele dia nem depois!


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(Esta meditação faz parte do devocional “Jesus, a Preciosa Graça”, editado pela Casa Publicadora Brasileira. Se desejar adquirir para você ou para presentear familiares e amigos, acesse http://www.cpb.com.br/produto-1252-meditacoes+diarias+2012+jesus+a+preciosa+graca+brochura.html ou ligue grátis: 0800-070-0606 )


quarta-feira, maio 30, 2012

A CONSTANTE UNIVERSAL


Deus é amor. 1 João 4:16

A constante em todo o Universo, mais certa do que as estrelas em seu curso, é esta verdade: Deus é amor.

Vivemos em meio a um conflito cósmico; nosso mundo se desencaminhou terrivelmente. Mas, quando o mal atingir o limite de sua taça e o pecado e os pecadores deixarem de existir, a afirmação de que Deus é amor estará adornada nos céus e no coração de todos os seres criados.

Contemplamos a natureza hoje. Cardos e espinhos brotam da terra. Terremotos e furacões, secas e enchentes, pestes e pestilências assolam o mundo. Mas “‘Deus é amor’ está escrito sobre cada botão que desabrocha, sobre cada haste de erva que brota. Os amáveis passarinhos, a encher de música o ar, com seus alegres trinos; as flores de delicados matizes, em sua perfeição, impregnando os ares de perfume; as altaneiras árvores da floresta, com sua luxuriante ramagem de um verde vivo – todos testificam da terna e paternal solicitude de nosso Deus, e de Seu desejo de tornar felizes Seus filhos” (Caminho a Cristo, p. 10).

Quando Ellen White começou a escrever a história de nossa redenção, iniciando com o surgimento do mal no próprio Céu, passando pela vitória de Jesus Cristo e prosseguindo até a restauração final de todas as coisas, suas primeiras palavras foram: “‘Deus é amor’ (1Jo 4:8). Sua natureza e Sua lei são amor. Assim sempre foi; assim sempre será. ‘O Alto e o Sublime, que habita na eternidade’, ‘cujos caminhos são eternos’, não muda. NEle ‘não há mudança nem sombra de variação’” (Patriarcas e Profetas, p. 33).

Após a publicação de cinco livros e cerca de 3.600 páginas, ela encerrou sua obra. E o último parágrafo do último volume da série O Grande Conflito diz assim: “O grande conflito terminou. Pecado e pecadores não mais existem. O Universo inteiro está purificado. Uma única palpitação de harmonioso júbilo vibra por toda a vasta criação. DAquele que tudo criou emanam vida, luz e alegria por todos os domínios do espaço infinito. Desde o minúsculo átomo até o maior dos mundos, todas as coisas, animadas e inanimadas, em sua serena beleza e perfeito gozo, declaram que Deus é amor” (O Grande Conflito, p. 678).

Vivo pela constante universal: Deus é amor. Quando minha casa vem abaixo, Deus é amor. Quando tudo mais falha, Deus é amor.
Quero viver por essa constante hoje. E você?


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terça-feira, maio 29, 2012

O ESCOLHIDO


O Senhor não Se afeiçoou a vocês nem os escolheu por serem mais numerosos do que os outros povos, pois vocês eram o menor de todos os povos. Deuteronômio 7:7

No verso anterior ao texto escolhido para hoje, o Senhor chama Israel de “povo santo para o Senhor, o seu Deus”. Entre todos os povos da face da Terra, Ele escolheu as doze tribos de Israel para serem “o Seu povo, o Seu tesouro pessoal” (Dt 7:6).

A percepção de ser o escolhido de Deus é uma faca de dois gumes. Inspira confiança e o senso de profundo valor próprio, mas também pode originar orgulho, senso de superioridade e arrogância.

Ao designar o povo de Israel como o Seu escolhido, Deus, por meio de Moisés, deixou bem claro que não havia nada de especial no povo que levasse Deus a tomar essa decisão. Não eram mais numerosos, nem mais poderosos ou mais obedientes do que os outros povos. Na verdade, eram menos numerosos do que os outros e na maioria das vezes mais teimosos, desobedientes e rebeldes.

Mesmo assim, Deus os escolheu. Por quê? Por Sua própria vontade, Ele simplesmente escolheu um material pouco promissor e disse: “Vocês são Meus, um povo especial que Eu separei para cumprir os Meus propósitos.”

A escolha de Deus foi um ato de pura graça. E ainda é. Como seguidores de Jesus Cristo, somos hoje os escolhidos de Deus. “Vocês não Me escolheram, mas Eu os escolhi para irem e darem fruto, fruto que permaneça”, disse Ele (Jo 15:16). Pedro afirmou: “Vocês, porém, são geração eleita, sacerdócio real, nação santa, povo exclusivo de Deus” (1Pe 2:9).

Escolhidos. Que conceito! Somos especiais para Deus! Enfrentemos esse novo dia com a cabeça erguida, ombros para trás, passos saltitantes e com louvores a Deus em nossos lábios.

Oremos para que o Senhor nos guarde do orgulho e do senso de superioridade. Deus não nos escolheu porque somos melhores, superiores ou mais úteis para Ele. Não temos nada, absolutamente nada, que mereça o favor divino. O Senhor nos escolheu porque ama conceder dádivas liberalmente, pegar materiais pouco promissores e utilizá-los para cumprir Seus propósitos. Isso é graça.

O fato de sermos escolhidos coloca sobre nós uma responsabilidade: Ele nos escolheu para “darmos frutos”, para fazermos a Sua vontade, para cumprirmos o Seu plano – proclamar ao mundo que o Salvador veio e voltará.

Proclame ao mundo: Deus deseja que todos façam parte de Seu povo escolhido.


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segunda-feira, maio 28, 2012

TRÍPLICE HISTÓRIA DE AMOR


Rute, porém, respondeu: “Não insistas comigo que te deixe e que não mais te acompanhe. Aonde fores irei, onde ficares ficarei! O teu povo será o meu povo e o teu Deus será o meu Deus! Onde morreres morrerei, e ali serei sepultada. Que o Senhor me castigue com todo o rigor, se outra coisa que não a morte me separar de ti!” Rute 1:16, 17

O livro de Rute é uma joia preciosa. Localizado entre as histórias sanguinárias do livro de Juízes e a saga de Samuel, Saul e Davi no livro de 1 Samuel, o livro de Rute é uma obra-prima literária e espiritual. Além disso, também é uma tríplice história de amor.

A primeira história de amor é altamente incomum: o profundo amor de uma jovem nora por sua sogra. Noemi, destituída do marido e dos filhos numa terra estrangeira, decidiu voltar para sua terra natal. “Noemi” significa “agradável”, mas estava voltando como “Mara”, que significa “amarga”. Ela não tinha nada a oferecer para as noras viúvas, Orfa e Rute; nem moradia, riquezas ou um possível casamento. Noemi não dispunha de absolutamente nada e não tinha ninguém por ela.

“Voltem para o povo de vocês”, a sogra aconselhou Orfa e Rute. Orfa aceitou o conselho, mas Rute se recusou a deixá-la. Amava demais Noemi para abandoná-la. Decidiu que seguiria a sogra para onde a jornada da vida a levasse. Seguiria Noemi até a morte.

Isso é amor puro e verdadeiro; amor abnegado e fiel; amor desinteressado em bens materiais; amor extraordinário. Um amor assim tem sua origem no Céu.

A segunda história de amor também possui um toque incomum. Envolve um homem e uma mulher. Nada incomum nisso, exceto que os dois são o fruto de contextos totalmente diferentes um do outro. Boaz é bem mais velho, rico e israelita. Rute é jovem, viúva, pobre e moabita. Às vezes os opostos se atraem; esse foi o caso.

Mas há mais detalhes nessa história. Boaz era parente próximo de Elimeleque, marido falecido de Noemi. De acordo com a lei mosaica, Boaz tinha o direito e a responsabilidade de comprar de volta a propriedade de Elimeleque e também se casar com a nora viúva sem filhos (nesse caso, Rute). Boaz se tornou não apenas seu amado e marido, mas também seu protetor e libertador.

Isso nos leva à terceira história de amor. A palavra hebraica traduzida como “parente” se origina da mesma raiz que significa “redimir”. Boaz, por sua posição e ações, apontou para Jesus, nosso parente próximo que nos redimiu. Não tínhamos nada a oferecer, apenas nossa grande necessidade. Mas Ele nos acolheu, uniu-nos a Ele, para que vivêssemos ao Seu lado para sempre.


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domingo, maio 27, 2012

ESCUDO HUMANO


Este é o Meu mandamento: Amem uns aos outros do jeito que Eu os amei. Essa é a melhor maneira de amar. Deem a vida por seus amigos. João 15:12, The Message

Em 15 de novembro de 2004, Rafael Peralta deu a vida por seus amigos. Oficial do Corpo de Fuzileiros Navais dos Estados Unidos, Peralta e seus companheiros estavam em meio ao tiroteio intenso no Iraque na ocasião em que as tropas americanas e iraquianas tentavam dominar a força do controle rebelde da cidade de Fallujah.

Peralta, 25 anos, sargento do Primeiro Batalhão, tinha sido escalado para fazer parte do grupo de ataque que invadiu o esconderijo rebelde naquele dia. Ele foi um dos primeiros fuzileiros a entrar no local. Ouviu-se o som de tiros; Peralta, ferido, caiu ao chão.

Momentos depois, um dos rebeldes lançou uma granada no cômodo em que Peralta e os outros fuzileiros procuravam proteção. Os fuzileiros tentaram fugir, mas encontraram a porta trancada. Rafael Peralta, ainda consciente, agarrou a granada e se deitou sobre ela.

Apesar de um dos fuzileiros sair gravemente ferido devido ao estilhaço da bomba, muitas outras vidas foram salvas pelo ato de abnegação de Peralta ao utilizar o próprio corpo como escudo humano. “Ele salvou a metade da minha equipe”, afirmou o oficial em comando.

Peralta havia conquistado a reputação de colocar sempre os interesses dos colegas acima de sua vontade. Ele demonstrou isso novamente, e pela última vez, ao sacrificar a própria vida para que outros vivessem.

Admiro profundamente homens e mulheres como Rafael Peralta. À sua própria maneira, exemplificaram o espírito e o sacrifício de Alguém muito maior, Jesus Cristo.

Todos nós estávamos presos sob o tiroteio mortal do inimigo. Ensanguentados, nossa vida se desvanecia no chão frio de uma terra desconhecida. O inimigo lançou uma granada em nossa direção. O fim era certo. Morreríamos ali, morreríamos sem esperança, morreríamos sozinhos.

Mas Alguém Se lançou sobre o instrumento mortal. Colocou-o sob o próprio corpo e suportou sozinho a força descomunal do poder aniquilador. Ao proteger-nos, morreu; e nós vivemos. Ele morreu para que pudéssemos viver.


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sábado, maio 26, 2012

O SIGNIFICADO DA GRAÇA


Aquele que se diz “religioso” por meio de conversas ilusórias engana-se a si mesmo. Esse tipo de religião é tagarelice, apenas tagarelice. A verdadeira religião é aquela que está à altura das exigências de Deus o Pai, que é: atender as necessidades do morador de rua e daquele que não tem amor e não se contaminar com a corrupção do mundo ímpio. Tiago 1:26, 27, The Message

Se Tiago tivesse escrito esse texto hoje, talvez acrescentaria as pessoas em casas de repouso à lista dos necessitados que devemos atender.

Um amigo enviou a seguinte mensagem da Austrália: “Ao visitar meus pais numa casa de repouso, notei que voluntários são escalados para alimentar pacientes que não têm condições mentais de se alimentar sozinhos. Pude testemunhar a graça em ação.

“Não se trata de algo esporádico, mas de pessoas que reservam um bom período de seu tempo livre para ir regularmente à casa de repouso para alimentar pacientes cujo cérebro parou de funcionar adequadamente. Os voluntários chegam alegres e animados (ao número 18 de sua lista), apoiam o paciente com travesseiros, gentilmente o alimentam e ficam em pé durante “séculos” esperando o alimento ser ingerido. Enquanto esperam, falam coisas agradáveis aparentemente consigo mesmos.

“Parece que o paladar das pessoas de idade avançada não funciona mais como deveria. Aquilo que aparenta ser tão apetitoso no prato é recebido como algo semelhante a papelão. Até mesmo a sobremesa não é saboreada. Mesmo assim, a graça oferecida pelos voluntários se estende ao número 19 com a mesma alegria, ânimo e vivacidade. Não se ouve nenhuma reclamação cair-lhes dos lábios.

“Comecei a pensar em todas as pessoas envolvidas nesse tipo de trabalho – enfermeiras que atendem em UTIs, berçários, profissionais que cuidam de pessoas ligadas a aparelhos para receber a alimentação – e a graça que partilham aparentemente sem nenhuma recompensa.

“Acho que esse é o significado da graça. Ao proferir a oração sobre o alimento, passei a incluir esses voluntários e peço ao Senhor que lhes conceda integridade e paciência ao dedicarem tempo para partilhar a graça.”

Concordo plenamente. Graça significa mudar o mundo. Graça significa amenizar o fardo de alguém. Graça significa nova vida que, ao ser vivida, flui para outros como uma fonte.

Graça significa Jesus, a personificação da graça que viveu exatamente como Tiago descreveu.


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sexta-feira, maio 25, 2012

VIDA SEM CELULAR


Parem de lutar! Saibam que Eu sou Deus! Serei exaltado entre as nações, serei exaltado na Terra. Salmo 46:10

Algum tempo atrás fiz uma viagem a trabalho para um país em que eu não dispunha de computador nem telefone celular. Ao retornar para casa depois de quase duas semanas fora, a princípio fiquei surpreso em perceber quanto tinha perdido – e depois quão pouco.

Os dispositivos que julgamos tão necessários assumiram o controle de nossa vida. A tecnologia que deveria poupar nosso tempo acaba pressionando ainda mais a vida.

Repare no e-mail. É maravilhoso: posso enviar uma mensagem para alguém que está do outro lado do planeta e receber a resposta em minutos, e tudo isso com um custo irrisório. O lado triste é que muitas pessoas que me enviam e-mails esperam que eu largue o que estou fazendo e envie imediatamente a resposta. Se não recebem minha resposta logo, o tom de sua mensagem se torna rude, até mesmo agressivo e hostil.

Não podemos nos esquecer do onipresente telefone celular. Realmente maravilhoso! Teclo alguns números, coloco o aparelho em meu ouvido e ouço a voz de alguém que está a milhares de quilômetros de distância com tanta clareza como se estivesse sentado ao meu lado. Mas o telefone celular também possui um lado triste, muito triste. Em uma única palavra: poluição.

O ar está ficando cada vez mais poluído com o barulho das pessoas tagarelando ao telefone celular. Vemos alguém passando na rua, gesticulando e falando em voz alta consigo mesmo. Pouco tempo atrás, levaríamos essa pessoa para o manicômio. Hoje não, ela está apenas falando ao celular!

Por que será que as pessoas têm que falar tão alto ao celular, a despeito do local em que estejam – no saguão do aeroporto, em ônibus, em restaurantes, a bordo de uma aeronave aguardando a decolagem? E por que será que muitos de nós pensamos que todas as chamadas são tão importantes que precisamos interromper qualquer conversa e deixar a frase pela metade? E-mails e telefones celulares assumiram o controle de nossa vida.

Está na hora de reassumirmos o controle. Há pouquíssimas mensagens e pouquíssimas chamadas que não podem ser deixadas para amanhã ou para daqui a uma semana, ou até mesmo para mais tarde.

Nossa maior necessidade hoje é exatamente o que o texto diz: Desacelere! Pare! Fique quieto!


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quinta-feira, maio 24, 2012

GRAÇA SOBRE GRAÇA


Todos recebemos da Sua plenitude, graça sobre graça. João 1:16

“Vimos a Sua glória, [...] cheio de graça e de verdade”, escreveu João, o amado (Jo 1:14). E completou: “Todos recebemos da Sua plenitude” (v. 16). Jesus é a personificação da graça; Ele é a plenitude da graça. Essa plenitude transborda até nos atingir.

Eugene H. Peterson traduziu essa passagem da seguinte maneira: “Todos nós vivemos à custa de Sua generosa liberalidade, dádiva após dádiva após dádiva.” Gosto dessa tradução, pois a essência da graça é o favor de Deus, concedido gratuitamente, sem merecermos. “Graça sobre graça” (tradução literal) sugere dádiva sobre dádiva. A tradução de Peterson “dádiva após dádiva” habilmente enfatiza a abundância da graça. Nosso Deus é um Deus de abundância; a palavra “mesquinho” não faz parte de Seu vocabulário. Em Sua misericórdia e compaixão pelos pecadores é generoso para com o pródigo imperfeito.

Aqui está um exercício para aquecer seu coração: procure numa concordância bíblica as palavras “abundante”, “abundantemente” e “abundância”. Você notará a ocorrência dessas palavras tanto nas versões mais antigas quanto nas mais modernas. Paulo afirmou que Deus “é poderoso para fazer tudo muito mais abundantemente além daquilo que pedimos ou pensamos” (Ef 3:20, ARC).

Que expressão interessante! Se fôssemos editar o texto de Paulo, omitiríamos “muito mais” por ser redundante. Mas Paulo sabia o que estava fazendo. Ele exagerou nos advérbios na tentativa de expressar em palavras algo que não pode ser reduzido a palavras: a incrível habilidade de nosso Deus de suprir todas as nossas necessidades, de fazer muito mais do que podemos pedir ou imaginar.

Em Jesus vemos a personificação da natureza de nosso generoso Deus. O Pai, abundante em amor, privou o Céu de seu mais excelente tesouro ao conceder-nos o Filho unigênito para que tivéssemos a vida eterna (Jo 3:16) – vida em abundância (Jo 10:10) e infinita (1Jo 5:11, 12).

Nenhum pecado é grande demais que nosso generoso Deus não possa perdoar. Onde o pecado abundou, a graça superabundou. Nenhuma situação é tão desesperadora para o Deus da abundância não prover solução; quer seja a fome, o perigo, a enfermidade, a fraqueza ou a cruel tentação. Nem mesmo a própria morte. Na última mensagem escrita de Ellen White, lemos: “Tão forte é Seu amor que domina todos os Seus poderes, e emprega os vastos recursos do Céu em fazer bem a Seu povo” (Testemunhos para Ministros e Obreiros Evangélicos, p. 519).


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quarta-feira, maio 23, 2012

A ESTRADA MENOS PERCORRIDA


Pois o Senhor aprova o caminho dos justos, mas o caminho dos ímpios leva à destruição! Salmo 1:6

“Em duas partiu-se num bosque a estrada, e eu... eu escolhi a menos percorrida e isso fez toda a diferença” (Robert Frost).

A estrada menos percorrida ainda é o caminho para os seguidores de Jesus. Ele nos disse: “Entrem pela porta estreita, pois larga é a porta e amplo o caminho que leva à perdição, e são muitos os que entram por ela. Como é estreita a porta, e apertado o caminho que leva à vida! São poucos os que a encontram” (Mt 7:13, 14).

Encontramos a descrição de dois caminhos no primeiro capítulo do livro de Salmos. Um é o caminho do justo, “aquele que não segue o conselho dos ímpios, não imita a conduta dos pecadores, nem se assenta na roda dos zombadores” (v. 1). Hoje poderíamos colocar da seguinte maneira: aquele que não trilha o caminho do secular, dos valores materiais; aquele que não segue a maioria simplesmente por ser um caminho mais fácil; aquele que se afasta da influência destruidora do cinismo.

Para aqueles que trilham a estrada menos percorrida – o caminho de Deus – “sua satisfação está na lei do Senhor, e nessa lei medita dia e noite” (v. 2). Para os hebreus, a lei de Deus englobava mais do que os Dez Mandamentos, apesar de os dez preceitos serem o auge da lei. A Torá (lei) englobava toda a revelação da vontade divina disponível à humanidade. Para nós hoje, encontramos a revelação da vontade divina na Bíblia, instrumento concedido pelo Senhor para nos mostrar como viver.

Para aqueles que seguem a estrada menos percorrida, há vida em abundância. São como a “árvore plantada à beira de águas correntes” que produz frutos deliciosos e cujas folhas não murcham (v. 3). Tudo o que fazem “prospera”. Isso não quer dizer que fiquem ricos ou que estejam protegidos contra dores de cabeça e situações difíceis, mas que Deus está ao seu lado para o que der e vier.

O mesmo não ocorre com os que escolhem o caminho largo. Eles são como a palha levada pelo vento – hoje, eles parecem prosperar e viver a vida intensamente, mas amanhã deixam de existir e caem no esquecimento (v. 4). Além disso, eles enfrentarão o julgamento divino, ocasião em que todo ser humano será chamado a dar contas a Deus de como utilizou o dom da vida que recebeu.

A estrada menos percorrida é o melhor caminho. É o caminho da plenitude de vida aqui e agora – a oportunidade de estar plenamente vivo. É o caminho que leva à felicidade eterna.


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terça-feira, maio 22, 2012

O SENHOR PLANTOU UM JARDIM


O Senhor Deus colocou o homem no jardim do Éden para cuidar dele e cultivá-lo. Gênesis 2:15

Cada vez fico mais convencido de que a necessidade de organizar a vida nessa época de agitação e incerteza é algo fundamental. Em vez de sermos controlados pelo telefone celular, pelos e-mails e pela roda-viva da sobrevivência, devemos voltar aos princípios fundamentais encontrados na Bíblia.

Recomendo que levemos em consideração uma ideia muito antiga, instituída pelo próprio Deus na criação. A Bíblia nos diz (Gn 2:8) que o Senhor plantou um jardim e o entregou ao casal humano recém-criado para cultivá-lo e zelar por ele. Pouquíssimos de nós vivem da terra hoje em dia, mas encontraremos descanso e paz mental ao cultivarmos um jardim, seja grande ou pequeno. Na ocasião em que nos mudamos para Washington, adquirimos uma casa que possuía um quintal bem espaçoso, porém mal cuidado. No fundo havia várias árvores maravilhosas, entre elas, alguns carvalhos de 150 anos de idade ou mais. O proprietário anterior havia plantado algumas azaleias e outros arbustos. Porém, tinha sete filhos e o quintal acabou se transformando no parquinho da vizinhança.

Assim que nos mudamos, nos deparamos com muito trabalho pela frente para colocar as coisas em ordem, mas devagar conseguimos deixar o quintal do nosso gosto. As crianças da vizinhança começaram a parar de enxergar nosso quintal como uma propriedade comum e, aos poucos, conseguimos cultivar um lindo gramado. Eu sonhava em fazer um jardim na frente da casa, mas um frondoso plátano que crescia mais e mais a cada ano estava no caminho.

Depois de morar mais de 20 anos naquela casa, tomamos a decisão: tinha chegado a hora de o plátano partir. Contratamos uma pessoa para cortá-lo e outra para arrancar o toco. Comecei a idealizar o jardim. Passei muitas horas de trabalho árduo para transformar aquele solo árido entremeado por uma rede de raízes, algumas da espessura de meu braço, num canteiro apropriado para o plantio.

Noelene e eu compramos livros sobre plantas perenes. Decidimos plantar mudas de flox, uma fileira de sempre-vivas alternadas com cravos, ásteres, lírios e um plátano japonês vermelho de lento crescimento. Por fim, decidimos também acrescentar a dália. Nosso jardim, cuidadosamente desenvolvido pelo suor de nossa fronte, floresceu de forma abundante e espetacular. O resultado foi além de nossas expectativas. Sentimo-nos como Adão e Eva, profundamente satisfeitos, felizes e mais perto de Deus.


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segunda-feira, maio 21, 2012

O AMADURECIMENTO


Pois, da mesma forma que o Pai ressuscita os mortos e lhes dá vida, o Filho também dá vida a quem Ele quer. João 5:21

Algum tempo atrás, ouvi um sermão muito inspirador proferido pelo querido pastor Walter Wright. A mensagem, com base na história da cura do homem coxo de Atos 3, foi poderosa por natureza, mas adquiriu ainda mais poder devido às circunstâncias. Cinco meses antes de proferir esse sermão, o pastor Wright havia sido diagnosticado com um tumor maligno na coxa direita. Aquela foi sua primeira apresentação pública desde então.

O pastor Wright e a esposa receberam a triste notícia no dia 9 de junho. O prognóstico sugeria uma provável cirurgia de amputação da perna direita, seguida de uma chance incerta de sobrevivência. Ele nos confessou que a previsão médica o levou à beira do desânimo, mas que as orações dos muitos irmãos, conhecidos e desconhecidos, o ajudaram a prosseguir.

Ele aprecia muito cuidar do jardim e do pomar. Por isso, alguns dias depois de ouvir o prognóstico, a esposa e ele estavam no quintal, admirando as jovens macieiras que haviam plantado. As árvores tinham produzido 14 frutos. Ao observar alguns escaravelhos nas folhas, o pastor Wright comprou inseticida e aplicou cuidadosamente nas árvores.

No dia seguinte, as folhas amanheceram com um tom amarronzado. Com o passar dos dias, secaram e caíram. As maçãs também caíram – todas, exceto duas. Aquela parecia ser a gota d’água. Estavam realmente cercados pela morte.

Então, algo maravilhoso aconteceu: as árvores começaram a brotar novamente! Os brotos cresceram cheios de vida, como se fosse uma segunda primavera, e logo as árvores estavam repletas de belas folhas verdes. Para o casal, aquele foi um sinal de esperança enviado por um Deus de amor.

Ao chegar o mês de novembro, as árvores ainda estavam verdes, mesmo depois que as folhas das árvores ao redor tinham caído completamente quando se preparavam para o rigoroso inverno de Michigan. As duas macieiras permaneceram firmes, agora ainda mais frondosas e carregadas de frutos. O pastor e a esposa apanharam as maçãs e se deliciaram com elas. Aquelas eram as maçãs mais doces e suculentas que já tinham provado! A cada mordida, o pastor e a esposa diziam e pensavam: “Aleluia!”

Os cirurgiões retiraram o tumor maligno e pouparam a perna do pastor Wright.


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domingo, maio 20, 2012

CONFORTO NOS SALMOS


Este pobre homem clamou, e o Senhor o ouviu; e o libertou de todas as suas tribulações. Salmo 34:6

Amo o livro de Salmos! Eles atravessam os séculos e falam ao meu coração com tanta clareza quanto um pregador que posso ver pessoalmente. Às vezes com mais clareza ainda. Seja Davi, Asafe ou outro autor desconhecido, sinto que suas lutas são minhas lutas, suas alegrias minhas alegrias, suas esperanças minhas esperanças e almejo que sua fé seja também minha fé.

Certamente, o livro de Salmos é o mais lido e amado do Antigo Testamento; na verdade, da Bíblia inteira. Sempre que é feita uma seleção de passagens bíblicas ou quando uma nova tradução está em fase de preparação, encontramos trechos dos Evangelhos e dos Salmos sob uma capa única e, muitas vezes, apenas dos dois e de nada mais.

O que torna o livro de Salmos tão atual? Sem dúvida, a sua humanidade. Os salmos falam franca e honestamente. Eles mostram como é a verdadeira oração, sem clichês ou fórmulas engessadas, sem expressões elaboradas, apenas a luta intensa do homem com Deus. Ao se deparar com situações difíceis, o salmista abria seu coração ao Senhor. Ao ser cercado pelos inimigos e cair vítima da língua maledicente, o salmista apresentava a Deus as suas aflições. Ao ser maltratado, acusado falsamente, traído pelos amigos, ao sentir que estava sendo esmagado pelos inimigos, o salmista não escondia de Deus sua situação. Ao sobrevir-lhe a pior de todas as provações, momento em que parecia que o Senhor o abandonara, o salmista não escondia de Deus seus sentimentos.

Algumas das orações encontradas nos Salmos apresentam um tom tão questionador, desafiador e confrontador que certamente ficaríamos chocados se fossem proferidas de forma audível durante o culto. Se isso acontecesse, os líderes, cheios de zelo e dedicação, se certificariam de não permitir que aquela pessoa liderasse a oração congregacional outra vez, pois teria deixado bem claro que não saberia fazer uma oração apropriada para o culto divino!

Na verdade, o que essa pessoa fez foi elevar seu clamor a Deus. Clamou porque estava com problemas. Nós ainda clamamos. Ainda enfrentamos problemas. Somos fracos, débeis e frágeis. Somos humanos.

Mas os Salmos vão muito além. Uma vasta gama de obras literárias, musicais e artísticas retrata nossa fraqueza, debilidade, fragilidade e humanidade, mas para por aí. Os Salmos não. O Senhor ouviu. O Senhor salvou. Aí está a diferença, e que diferença!


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sábado, maio 19, 2012

SONO TRANQUILO


Os ataques terroristas em Nova York e Washington em 2001 lançaram profundo medo no coração dos norte-americanos. As pessoas começaram a se perguntar: “O que será que o futuro nos reserva? Voltaremos a ter um país seguro outra vez?”

O governo dos Estados Unidos proibiu que todos os voos comerciais decolassem por vários dias na tentativa de prevenir mais ataques e garantir a proteção do país. Mesmo depois que as companhias aéreas receberam permissão para operar, as pessoas evitaram entrar em um avião. Os executivos cancelaram as viagens de negócios. O carro e o trem, de repente, se tornaram os meios preferidos de fazer viagens curtas. As companhias aéreas levaram um imenso golpe, sofrendo grandes perdas por causa da relutância das pessoas em voar.

Minha esposa, Noelene, se deparou com um dilema na época. Ela havia se comprometido a participar de um congresso perto de Denver, Colorado, marcado para um mês depois do dia 11 de setembro. Noelene ficou com medo de embarcar num avião. À medida que a data do congresso se aproximava, ela ficava cada vez mais apreensiva.

Certa noite, ela acordou toda suada depois de sonhar que estava a bordo de um voo que foi arremessado violentamente contra o chão, exatamente do jeito que aconteceu com o avião sequestrado na Pensilvânia. Horrorizada, Noelene pensou em mudar de planos quanto a Denver.

Ela se levantou da cama e começou a ler a Bíblia. De acordo com o ano bíblico seguido por Noelene, já deveria ter passado o livro de Provérbios, mas ela estava um pouco atrasada. Durante a leitura bíblica daquela manhã, as palavras de Provérbios 3:24-26 pareceram saltar-lhe aos olhos: “Não terá medo da calamidade repentina. [...] Pois o Senhor será a sua segurança” (Pv 3:25, 26). “Quando se deitar, não terá medo, e o seu sono será tranquilo” (v. 24).

O congresso em Denver, apesar de ter sido propagado às pessoas de todas as denominações, reuniu apenas um pequeno número de pessoas corajosas. Noelene por acaso tomou o café da manhã na mesma mesa em que o organizador do evento estava e contou-lhe como o Senhor havia tranquilizado seus temores. Impressionado, ele pediu que ela partilhasse a experiência com o grupo todo, o que ela fez com muita alegria. Todos ficaram maravilhados com a história.

Este é o nosso Deus: cheio de graça, sempre oferecendo Sua proteção.


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sexta-feira, maio 18, 2012

AS ÚLTIMAS PALAVRAS DE MOISÉS


O Deus eterno é o seu refúgio, e para segurá-lo estão os braços eternos. Ele expulsará os inimigos da sua presença, dizendo: “Destrua-os!” Deuteronômio 33:27

Vivemos numa época de grandes incertezas. Todos os noticiários parecem trazer apenas notícias ruins. Países em guerra ou em desordem. Nações sofrendo com o medo de ataques terroristas ou de armas biológicas. O mundo está chegando ao fim de suas forças. Os líderes enfrentam problemas tão grandes e complexos que desafiam a lógica humana.

A revista Time publicou uma matéria de capa intitulada “America the Anxious” [América, a Ansiosa]. A revista Newsweek, por sua vez, publicou a matéria: “Anxiety and Your Brain: How Living With Fear Affects the Mind and Body” [Ansiedade e o Cérebro: Como Viver com Medo Afeta a Mente e o Corpo]. Nos Estados Unidos, as pílulas antiestresse estão vendendo cada vez mais. Os antidepressivos como Prozac e Xanax registram bilhões em vendas.

Onde podemos encontrar segurança numa época como essa? Somente na Bíblia. Onde podemos encontrar refúgio? Em Cristo Jesus, a Rocha. O Deus eterno, Aquele que está acima do tempo, do espaço e de nosso pequeno planeta imerso em desgraças, promete ser nosso refúgio. Embora tudo mais fracasse, Ele nunca fracassa. Embora tudo mais seja transitório, Ele nunca muda. Em Deus e unicamente nEle podemos encontrar refúgio certo em tempos incertos.

Ele promete mais: “Para segurá-lo estão os braços eternos.” Assim como colocamos nossos braços sob os braços de nossos filhos para servir de apoio ao darem os primeiros passos, Deus coloca Seus braços sob os nossos, mantendo-nos seguros e protegendo-nos do mal.

Deus quer nos sustentar a cada instante. Em meio ao medo e à dúvida, quando vemos a vida desmoronar sobre nós, Ele deseja conceder-nos a verdadeira calma, um profundo senso de paz em Sua presença. Essa calma abre as portas de nosso coração para recebermos Sua graça, amor e força.

A promessa não para por aqui. Ainda há uma terceira promessa apresentada no texto maravilhoso de hoje que nos assegura: “Ele expulsará os inimigos da sua presença, dizendo: ‘Destrua-os!’” Não importa quem seja o inimigo – seja o medo, a preocupação, a ansiedade, a descrença, a crítica – Deus pode e cuidará disso se O buscarmos.

Deus é o nosso refúgio! Deus é o nosso sustentador! Deus é a nossa vitória! Que linda esperança! Essas foram as últimas palavras de Moisés. Ele não podia ter dito coisa melhor.


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quinta-feira, maio 17, 2012

COMO DEUS LIDERA


Sempre que a nuvem se erguia sobre o tabernáculo os israelitas seguiam viagem; mas se a nuvem não se erguia, eles não prosseguiam; só partiam no dia em que ela se erguia. Êxodo 40:36, 37

O livro de Números apresenta mais detalhes. Sempre que a nuvem se erguia, fosse de dia ou à noite, os israelitas levantavam acampamento e reiniciavam a jornada. Por mais tempo que a nuvem permanecesse sobre o tabernáculo – dois dias, um mês ou um ano – o povo não saía do lugar (Nm 9:15-23).

Nessa experiência tão antiga do povo de Deus, conhecemos dois aspectos de Sua maneira de liderar: o lado divino e o lado humano. Deus tornava Sua vontade conhecida de modo surpreendente, por meio de um sinal visível a todos. O povo observava e obedecia. Os israelitas seguiam a direção de Deus, levantavam acampamento sempre que Ele indicava que deveriam partir e aguardavam Seu sinal por mais demorado que parecesse.

Ao longo da Bíblia, Deus guia Seus seguidores, individual e coletivamente. Ele assim o faz porque os ama profundamente. Ele é o Bom Pastor; eles são o Seu povo (Jo 10:1-18). Creio que Deus ainda é o mesmo hoje. Ele tem prazer em guiar-nos individualmente. Ele quer, Ele tem prazer, em guiar-nos como igreja.

Mas não há uma nuvem sobre o tabernáculo. Não temos o Urim e o Tumim. Como podemos saber qual é a Sua vontade? Deus nos concedeu o Espírito Santo, a Sua própria presença. Ao buscarmos com sinceridade conhecer a vontade divina, determinados a fazer apenas aquilo que agrada a Deus e dispondo-nos a obedecer, Ele revelará Seu plano para nossa vida, assim como a nuvem indicava o caminho para os israelitas.

“Os que decidem não fazer, em qualquer sentido, coisa alguma que desagrade a Deus, depois de Lhe apresentarem seu caso saberão a orientação que haverão de tomar. E não receberão unicamente sabedoria, mas força. Poder lhes será comunicado para a obediência e para o serviço, assim como Cristo prometeu” (Ellen G. White, O Desejado de Todas as Nações, p. 668).
Eles “saberão”. Como? Deus possui vários meios de Se revelar: através de Sua Palavra, a Bíblia, de um amigo, de uma forte impressão, de um evento providencial e assim por diante. Talvez tenhamos que esperar um pouco, mas saberemos. O povo de Deus sempre tem reconhecido Sua vontade.


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quarta-feira, maio 16, 2012

CONTANDO OS NOSSOS DIAS


Ensina-nos a contar os nossos dias para que o nosso coração alcance sabedoria. Salmo 90:12

O Salmo 90, que carrega o título “Oração de Moisés, homem de Deus”, contrasta a brevidade da vida humana com a eternidade de Deus. As cadências magníficas e harmoniosas desse salmo ampliam nossa visão, convidando-nos a olhar além dos valores temporais e transitórios para aqueles que são realmente importantes, hoje e para sempre.

“Senhor, Tu és o nosso refúgio, sempre, de geração em geração” (v. 1). Que pensamento maravilhoso! Deus, o imutável, nosso refúgio. O que mais o tempo ou a eternidade poderia oferecer?

Será que Deus é o meu refúgio? Posso me unir em louvor ao compositor do hino: “Rocha eterna que prazer eu terei de em Ti viver!”
O salmo continua ressaltando a fugacidade da existência humana. Breve como o sono (v. 5), como a relva que germina e brota pela manhã, e à tarde não existe mais, murcha e seca (v. 6). Nossos dias passam como um murmúrio (v. 9); o melhor que podemos esperar é 70 ou (se tivermos sorte) 80 anos (v. 10). Seja curta ou aparentemente mais longa, nossa vida “passa depressa, e nós voamos” (v. 10).

Em seguida, vem a advertência, tão atual quanto a notícia mais recente da internet: “Ensina-nos a contar os nossos dias para que nosso coração alcance sabedoria” (v. 12). O que significa contar os nossos dias? É perceber o valor supremo de cada nova manhã, de cada momento que passa. Perceber que não sabemos quantas manhãs mais teremos pela frente – na verdade, se teremos mais alguma – e decidir viver a vida em sua plenitude, dedicando tudo o que fizermos para a glória do Criador e valorizando as pessoas ao nosso redor.

A vida é preciosa. O tempo é muito precioso. A eternidade revela sua preciosidade. Temos um Céu a conquistar e a destruição a evitar. A vida está repleta de significado, de propósito.

Esta linda oração expressa a graça: “Tem compaixão dos Teus servos! Satisfaze-nos pela manhã com o Teu amor leal, e todos os nossos dias cantaremos felizes” (v. 13, 14). E ela termina assim: “Esteja sobre nós a bondade do nosso Deus Soberano. Consolida, para nós, a obra de nossas mãos!” (v. 17). Amém! Faze isso hoje, Senhor!


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terça-feira, maio 15, 2012

PERDENDO A PACIÊNCIA


Moisés e Arão reuniram-se em assembleia em frente da rocha, e Moisés disse: “Escutem, rebeldes, será que teremos que tirar água desta rocha para lhes dar?” Números 20:10

Moisés foi um líder humilde e paciente do povo de Deus. Os israelitas eram difíceis, mal agradecidos, reclamões e inconstantes. Apesar de estar livres e cercados diariamente pela evidência da presença e liderança de Deus, não estavam satisfeitos com o fato de o deserto não lhes oferecer o conforto da civilização.

Ao longo dos anos de peregrinação, de esperanças e frustrações, Moisés manteve a calma. Na ocasião em que sua liderança foi questionada, primeiro por Arão e Miriã (Nm 12:1, 2) e mais tarde por Corá, Datã e Abirão (Nm 16:1, 2), ele simplesmente levou a questão a Deus, confiando sua defesa Àquele que julga justamente. No dia em que Israel cometeu o terrível pecado de fazer e adorar um bezerro de ouro, Moisés ofereceu a própria vida a fim de poupar a do povo (Êx 32:31, 32).

Aqui está um líder abnegado, alguém que deixou o ego de lado, que se preocupava apenas com o bem-estar daqueles que liderava. Mesmo sendo ele o líder mais exemplar de todos, sofreu as fraquezas da humanidade. Certo dia, perdeu a paciência e o resultado foi catastrófico.

O capítulo 20 do livro de Números descreve o contexto. As 12 tribos haviam chegado ao deserto de Zim, e foi ali que Miriã faleceu. A perda da irmã afligiu Moisés. Os três irmãos, Moisés, Arão e Miriã, haviam lutado juntos desde a saída do Egito e ao longo dos anos de peregrinação. A morte da irmã talvez tivesse aflorado a frustração de ainda não ter chegado a Canaã, mesmo depois de ter saído do Egito havia tantos anos.

Para aumentar ainda mais o estresse de Moisés, os israelitas mais uma vez começaram a reclamar. Dessa vez, da falta de água. Começaram a dizer que estavam numa situação melhor no Egito, que a missão inteira era um fracasso. Culparam Moisés e Arão por todos os problemas que enfrentavam.

Deus ordenou que Moisés reunisse o povo diante da rocha e simplesmente falasse com ela. Mas Moisés, desgastado pela tristeza e pelo fardo da liderança, bateu na rocha duas vezes com o cajado. A água fluiu, mas Moisés havia pecado.

Em certa ocasião no passado, seguindo as instruções do Senhor, Moisés bateu na rocha e ela verteu água (Êx 17:5, 6). Aquele ato simbolizava Cristo, a “Rocha espiritual que os acompanhava” (1Co 10:4). Essa Rocha foi ferida apenas uma única vez. Ele nunca mais sofrerá novamente para nos dar a água viva da Sua salvação. Ele morreu uma vez – uma vez por todas.


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segunda-feira, maio 14, 2012

MOISÉS E JESUS


Cantavam o cântico de Moisés, servo de Deus, e o cântico do Cordeiro: “Grandes e maravilhosas são as Tuas obras, Senhor Deus todo-poderoso. Justos e verdadeiros são os Teus caminhos, ó Rei das nações.” Apocalipse 15:3

Moisés é o maior personagem do Antigo Testamento, Jesus é o maior do Novo Testamento. E ambos possuíam missões semelhantes. Moisés foi um tipo de Cristo.

Os dois foram libertadores do povo de Deus. Moisés liderou as tribos de Israel para fora do domínio egípcio até a entrada da Terra Prometida. Jesus, o líder espiritual de Israel, lidera as pessoas de todas as tribos e raças, que escolhem aceitar a salvação que Ele oferece, para fora do Egito espiritual e da escravidão do pecado rumo ao lar eterno, a Canaã celestial.

Moisés, treinado nas artes marciais do Egito, precisou aprender a maneira de Deus liderar: não pela força de exércitos, não por violência, mas pela mão gentil de um pastor. Com isso, Moisés prefigurou o trabalho do maior Líder que já existiu: “Como pastor Ele cuida de Seu rebanho, com o braço ajunta os cordeiros e os carrega no colo; conduz com cuidado as ovelhas que amamentam suas crias” (Is 40:11).

Tanto para Moisés quanto para Jesus, a morte estava marcada com um elemento trágico. Moisés, depois de ter liderado o povo por 40 anos em meio a provações e dificuldades, morreu avistando a Terra Prometida – tão perto, ao mesmo tempo tão longe! A vida de Jesus chegou ao fim de modo violento. Rejeitado pelos líderes judeus, abandonado por Seus próprios seguidores, foi surrado, açoitado, cuspido e executado entre dois ladrões.

Mas a morte não foi o fim para eles. Deus sepultou Moisés num vale na terra de Moabe (Dt 34:6), mas não o deixou na sepultura. De acordo com o bom propósito de Deus, Moisés foi ressuscitado dentre os mortos, um ato contestado pelo diabo (Jd 9). Na ocasião em que Jesus estava no auge de Sua missão, a última jornada a Jerusalém em que a traição e a morte O aguardavam, Moisés veio juntamente com Elias para encorajar o Salvador no Monte da Transfiguração.

Não sabemos quanto tempo Moisés permaneceu na sepultura desconhecida e solitária em Moabe. Mas sabemos que Aquele que é maior do que Moisés – o Salvador e Senhor de Moisés – quebrou os grilhões da morte num domingo pela manhã, ao terceiro dia após a Sua morte.

O cântico de Moisés e do Cordeiro é um cântico de libertação e vitória. Quero estar lá para entoá-lo. E você?


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domingo, maio 13, 2012

O SANGUE NO BATENTE DA PORTA


Quando o Senhor passar pela terra para matar os egípcios, verá o sangue na viga superior e nas laterais da porta e passará sobre aquela porta, e não permitirá que o destruidor entre na casa de vocês para matá-los. Êxodo 12:23

Egito: os filhos de Israel estão no limiar do tempo, aguardando o momento de sua libertação. Após 430 anos de escravidão, estão prestes a sair em liberdade. Depois de tantos anos, parecem ter atingido o auge de sua história. A mão do opressor estava cada vez mais pesada, o clamor dos oprimidos mais intenso. Jeová os ouviu e preparou um homem no deserto de Midiã que possuía as características para enfrentar aquela situação.

Moisés tinha confrontado o faraó, advertindo-o com praga após praga. O faraó, porém, estava dividido entre a razão e o desejo; ora falava uma coisa, ora falava outra; prometia, mas sempre acabava se recusando a deixar o povo ir. Agora a terra estava em ruínas. Até mesmo os conselheiros do faraó lhe suplicavam que deixasse de ser teimoso e se livrasse do povo que era a razão das calamidades que haviam sobrevindo à nação egípcia.

O coração do faraó ainda estava endurecido. Moisés, então, sob o comando de Deus, advertiu-o a respeito do décimo e último ataque: “Assim diz o Senhor: ‘Por volta da meia-noite, passarei por todo o Egito. Todos os primogênitos do Egito morrerão, desde o filho mais velho do faraó, herdeiro do trono, até o filho mais velho da escrava que trabalha no moinho, e também todas as primeiras crias do gado’” (Êx 11:4, 5).

Para os israelitas, no entanto, Deus proveu um meio de escape da praga mortal. Cada família deveria escolher um cordeiro ou cabrito “sem defeito” (Êx 12:5), sacrificá-lo e aspergir com um feixe de hissopo o sangue nas laterais e na viga superior da porta (v. 21, 22). Ninguém deveria sair de casa até a manhã do dia seguinte. Conquanto permanecessem em casa, o sangue aspergido no batente da porta os protegeria do destruidor.

O sangue de Cristo aspergido no batente de nossa vida nos protegerá da morte eterna. Será que esse sangue está aspergido no batente de minha vida? Será que está aspergido no batente da porta de minha família? Será que meus queridos estão seguros dentro de casa, protegidos do destruidor?

Quem sabe, prezado amigo, seu coração esteja pesaroso por causa de um filho, um neto ou ente querido que não esteja seguro dentro de casa. Entregue-os neste momento, citando nome por nome, Àquele que é grande em misericórdia e que os ama mais do que você.


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sábado, maio 12, 2012

EU SOU


Disse Deus a Moisés: “Eu Sou o que Sou. É isto que você dirá aos israelitas: Eu Sou me enviou a vocês.” Êxodo 3:14

Num mundo de muitos deuses, o Deus do Antigo Testamento Se distinguiu sobremaneira. Não muitos, apenas um: “Ouça, ó Israel: o Senhor, o nosso Deus, é o único Senhor” (Dt 6:4). Um para todo sempre, um antes de todas as coisas, um hoje, um eternamente. Assim, o Decálogo, escrito com o dedo do único Deus, apresenta como seu primeiro preceito: “Não terás outros deuses além de Mim” (Êx 20:3).

Esse único Deus chamou Moisés, o pastor de ovelhas, e ordenou-lhe a voltar ao Egito e libertar Seu povo. Voltar ao Egito com sua multidão de deuses – Rá, Amon, Ísis, Osíris, Ptah e assim por diante – levou Moisés a perguntar: Se “eles me perguntarem: ‘Qual é o nome dEle?’ Que lhes direi?” (Êx 3:13).

A resposta foi EU SOU. O eterno, Aquele que sempre existiu, com um nome que está além de qualquer outro, pois descreve quem e o que Deus é. Antes de todas as coisas: EU SOU. Além de todas as coisas: EU SOU.

Tudo e todos envelhecem, mas não o EU SOU. Tudo deixa de existir, mas não o EU SOU. O grande EU SOU é o Ancião de Dias, pois Deus existia antes mesmo de o tempo existir. Mas o EU SOU é eternamente jovem, tão novo como o orvalho que cobre a vegetação pela manhã, pois a existência infinita se estende perante Ele.

Deste verso, Êxodo 3:14, originou-se o nome de Deus usado pelos fiéis hoje – Jeová, ou, mais propriamente dito, Yahweh. Ninguém sabe o nome exato, pois o hebraico antigo era escrito apenas com consoantes (para esse nome, YHWH) e era considerado tão sagrado que os israelitas nunca o pronunciavam em voz audível.

Passaram-se 1.500 anos, um Homem apareceu na Terra e corajosamente reivindicou esse nome sagrado para Si. “Antes de Abraão nascer”, Jesus de Nazaré declarou, “Eu Sou!” (Jo 8:58).

Que presunção! Que blasfêmia! Não é de admirar que os ouvintes tentaram apedrejá-Lo.

Mas... e se? E se Jesus realmente foi a personificação de Deus, e se “nEle havia vida, original, não tomada por empréstimo, não derivada” (Ellen G. White, Mensagens Escolhidas, v. 1, p. 296)? Então Aquele que apareceu a Moisés na sarça ardente, o Eterno, havia uma vez mais irrompido no tempo e no espaço.

Ele é quem nos convida hoje: “Serei o Seu Deus, e vocês serão o Meu povo.”


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sexta-feira, maio 11, 2012

SILÓ


O cetro não se arredará de Judá, nem o bastão de entre seus pés, até que venha Siló. Gênesis 49:10, ARA

Judá não foi o primogênito de Jacó. Pela lei da descendência, a função de liderança não deveria ser concedida a ele. Rúben, o primogênito, era o indicado a ocupar tal posição. Mas Deus não Se restringe às leis e regras humanas que estabelecemos para determinar a superioridade de alguns e a inferioridade de outros. Deus quebra as barreiras humanas da posição social, da cor e do sexo a fim de cumprir Seus propósitos. Assim, passou por alto o indeciso Rúben, “turbulento como as águas” (Gn 49:4), e designou Judá como o chefe das tribos de Israel.

Na ocasião em que Israel pediu um rei, Saul, o benjamita, foi escolhido como o primeiro monarca da nação. O governo de Saul, porém, logo caiu em desobediência e fracasso, fazendo com que Deus procurasse um homem segundo o Seu coração (1Sm 13:14). Ele escolheu um jovem pastor de ovelhas da tribo de Judá, habitante das colinas de Belém, de pele bronzeada pelo sol, um poeta, alguém repleto de coragem despretensiosa. Assim como seu ancestral que recebera a promessa expressa no texto de hoje, Davi não era o primogênito da família.

Esse jovem pastor de ovelhas se tornou o rei mais famoso de Israel. Poderoso na guerra, forte na paz, o melodioso cantor de seu povo foi um rei admirado e amado pela nação, apesar de seus defeitos. Mesmo com o passar dos anos, o povo de Israel recordava a era de Davi como o auge de seu sucesso.

Mais do que isso, os israelitas aguardavam com ansiedade um novo rei davídico. Apesar de a nação ter sido levada em cativeiro, esperavam que a árvore, cortada pelos inimigos, brotasse novamente; pois um ramo surgiria do tronco de Jessé, e das suas raízes brotaria um renovo (Is 11:1). Viviam com essa esperança, pois a antiga promessa profetizava a vinda desse rei. De Judá finalmente surgiria o governador supremo, Siló – “a quem [...] pertence de direito” (Ez 21:27, ARA). Não um usurpador, não um golpe político, não um general com sede de poder, mas Siló. O verdadeiro Rei de Israel apareceria, e “a Ele obedecerão os povos” (Gn 49:10, ARA).

Depois de mais de 2.000 anos de espera, ouviu-se uma voz: “Aqui estou, [...] vim para fazer a Tua vontade, ó Deus” (Hb 10:7). O novo filho de Davi, o novo varão da tribo de Judá, veio. Num estábulo em Belém, o choro de um bebê quebrou o silêncio da noite. Siló havia chegado, o verdadeiro Rei de Israel e Aquele a quem obedeceriam os povos!


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(Esta meditação faz parte do devocional “Jesus, a Preciosa Graça”, editado pela Casa Publicadora Brasileira. Se desejar adquirir para você ou para presentear familiares e amigos, acesse http://www.cpb.com.br/produto-1252-meditacoes+diarias+2012+jesus+a+preciosa+graca+brochura.html ou ligue grátis: 0800-070-0606 )


quinta-feira, maio 10, 2012

OBSERVANDO ATENTAMENTE


Sem dizer nada, o homem a observava atentamente para saber se o Senhor tinha ou não coroado de êxito a sua missão. Gênesis 24:21

Você já se sentiu como o homem dessa história, vibrando de entusiasmo, mal conseguindo respirar, enquanto observa a resposta de sua oração fervorosa desabrochar como uma vitória-régia diante de seus olhos?

Ele tinha vindo de muito longe, o servo de confiança de Abraão. Percorrera o longo caminho de Canaã até o noroeste da Mesopotâmia montado num camelo. Certamente, esse não é o meio mais rápido nem o mais confortável de viajar, mas era o melhor disponível na época. Seu senhor lhe havia imposto uma árdua tarefa: “[Você] irá à minha terra e buscará entre os meus parentes uma mulher para meu filho Isaque” (Gn 24:4).

Como você se sentiria se recebesse uma missão como esta: ir para uma terra distante e escolher uma esposa para o meu filho, ou um marido para a minha filha? Onde começaria a procurar? E se encontrasse uma jovem preparada para levar a sério a proposta feita por um estranho vindo de uma terra distante, como a convenceria a deixar sua casa e os entes queridos para se aventurar numa longa viagem e se unir em casamento com alguém que nunca tinha visto? Aos nossos olhos, a missão inteira parece repleta de riscos e incertezas, realmente um tiro no escuro. Compreendendo isso, o servo perguntou ao seu senhor: “E se a mulher não quiser vir comigo a esta terra?
Devo então levar teu filho de volta à terra de onde vieste?” (v. 5). A essa pergunta, o servo recebeu um “não” como resposta.

Assim, partiu, levando consigo 10 camelos carregados de presentes. Após várias semanas de viagem, o servo chegou à cidade de Naor, que provavelmente tivesse recebido esse nome em memória ao irmão de Abraão. Naquele fim de tarde, o servo e os camelos estavam cansados e com muita sede. O servo começou a orar. Pediu a Deus que coroasse sua missão com êxito naquele mesmo dia. O servo estava ao lado de uma fonte de água e orou pedindo que entre as mulheres que viessem da cidade para buscar água estivesse a escolhida. Ela deveria dar água para ele e os camelos.

As palavras mal lhe saíram da boca quando Rebeca apareceu, com o cântaro sobre os ombros. O servo observou curioso a bela jovem e, sem perder tempo, pediu-lhe água. A jovem trouxe água para o servo, depois para os camelos, enquanto o servo olhava atentamente, admirado diante da resposta à sua oração.


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